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Prefeito de Minneapolis anuncia saída de agentes de imigração e Trump suaviza discurso
Na terça-feira (27), o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, comunicou que alguns agentes federais de imigração deixarão a cidade, após o presidente Donald Trump amenizar sua postura diante da comoção nacional gerada pelas mortes de dois manifestantes contrários às ações contra imigrantes.
Jacob Frey destacou em suas redes sociais que apenas parte dos agentes partirá, sem informar o número exato, e reiterou que continuará buscando a saída dos demais envolvidos.
Na segunda-feira, Trump suavizou sua retórica sobre a situação tensa em Minnesota, expressando que deseja evitar feridos ou fatalidades nos protestos contra as operações contra imigrantes irregulares, embora tenha pedido o fim da resistência e do tumulto.
Após as mortes recentes de dois cidadãos americanos em Minneapolis, o presidente informou ter conversado com o governador de Minnesota, Tim Walz, e com Jacob Frey, destacando que o diálogo foi positivo e que estão alinhados quanto à situação.
Donald Trump também designou seu representante para imigração, Tom Homan, para acompanhar de perto os acontecimentos no estado.
Apesar de rumores inicialmente divulgados pela imprensa local sobre a saída do chefe da polícia de fronteira, Gregory Bovino, o governo negou essas informações.
A repercussão do último incidente foi imediata, com protestos, críticas de ex-presidentes dos Estados Unidos Bill Clinton e Barack Obama, e questionamentos dentro do próprio partido republicano.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, manifestou pesar pelo falecimento de Alex Pretti, enfermeiro morto a tiros durante os protestos em Minneapolis no sábado.
Anteriores declarações de autoridades classificavam Pretti injustamente como “terrorista doméstico”.
Além dele, Renee Good, outra manifestante, também foi fatalmente baleada por um agente federal em 7 de janeiro, aumentando a comoção e a tensão na região.
O caso gerou desaprovação inclusive entre membros do Partido Republicano, como o advogado Chris Madel, que abandonou sua candidatura ao governo de Minnesota em protesto contra a retaliação política promovida pelo partido.
Uma juíza federal deve decidir rapidamente sobre a suspensão das operações anti-imigração no estado, a pedido do procurador-geral de Minnesota.
Enquanto isso, integrantes democratas do Congresso ameaçam barrar o financiamento federal caso não haja reformas nas agências de imigração.
Moradores locais mantêm homenagens a Alex Pretti em memoriais improvisados pela cidade, criticando duramente as ações das autoridades.
Stephen McLaughlin, aposentado de 68 anos, definiu como assustadora e inaceitável a execução a sangue frio e a tentativa de difamação de Pretti após sua morte.
As autoridades haviam acusado o enfermeiro de portar arma ilegalmente, o que foi contestado por análises que mostram que ele estava filmando homens armados identificados como policiais e não representava ameaça.
Vídeos indicam que após uma interação com policiais, um tiro foi disparado enquanto Pretti estava rendido, seguida de vários outros tiros, o que contradiz a versão oficial.
Seus pais denunciaram a propagação de informações falsas e ofensivas sobre seu filho por parte do governo, repudiando a distorção dos fatos.

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