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Prefeito denuncia golpes usando seu nome para apostas e acusa mãe

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A defesa da mãe do prefeito de Nossa Senhora do Livramento (MT) contestou as alegações de que teria utilizado o nome do filho para aplicar fraudes e investir o dinheiro em apostas no jogo do “Tigrinho”. Thiago Lunguinho de Almeida (União) acusou Adriana Nunes Lunguinho de Almeida de supostamente negociar e coletar valores para supostos investimentos. A Polícia Civil do estado iniciou uma investigação sobre o caso.

Em comunicado nas redes sociais, o prefeito informou ter tomado conhecimento do ocorrido após várias pessoas passarem a procurá-lo para cobrar valores e compromissos que ele desconhecia. “Descobri que meu nome e cargo de prefeito estavam sendo usados sem minha autorização para dar credibilidade a promessas que jamais fiz ou autorizei”, declarou.

Thiago procurou a polícia em novembro, registrou ocorrência e apresentou extratos, documentos e conversas que, segundo ele, “provam claramente” que não participou das negociações. Ele se declarou “tão vítima quanto” as pessoas que perderam dinheiro no esquema, e revelou que sua mãe possui histórico de dependência em jogos de azar.

“Como médico e filho, tentei várias vezes buscar ajuda para minha mãe, inclusive com tentativas de internação em clínica especializada, devido à dependência patológica em jogos de azar. Infelizmente, mesmo com essas iniciativas, os problemas continuaram e se agravaram”, enfatizou. “É doloroso enfrentar isso no âmbito familiar, mas a justiça precisa ser feita.”

O delegado responsável pelo caso, André Monteiro, afirmou que o prejuízo às vítimas foi estimado em R$ 913 mil, afetando pelo menos 14 pessoas. Em depoimento, de acordo com ele, Adriana admitiu ter dívidas decorrentes dos jogos. Segundo o Repórter MT, ela responderá ao processo em liberdade.

Em nota, os advogados de Adriana, Thiago C. Silva e Walter Enoré, rejeitaram as acusações. A defesa afirmou categoricamente que não há provas que liguem sua cliente a qualquer ato ilícito.

“A narrativa de que a Sra. Adriana teria oferecido investimentos, prometido retornos, alegado participação em empresas contratadas pelo governo ou usado o nome e cargo do filho para obter vantagens financeiras é totalmente falsa. Não existe nenhum documento, contrato, registro bancário ou ato formal que comprove tais alegações”, diz o comunicado.

Para a defesa, as acusações baseiam-se em declarações unilaterais sem sustentação factual ou jurídica e representam um ataque à honra, reputação e dignidade de Adriana.

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