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Presidente da CPI do INSS vai falar com Mendonça para liberar Vorcaro para depoimento

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Senador Carlos Viana, líder da CPI do INSS, anunciou nesta segunda-feira que vai solicitar diretamente ao ministro André Mendonça, do STF, a permissão para que Daniel Vorcaro, atualmente detido em Brasília, possa depor na comissão e esclarecer sua atuação no comando do Master.

Os depoimentos marcados para esta terça-feira à tarde foram cancelados. Mesmo assim, Viana manterá a sessão para que os deputados expressem suas opiniões diante do agravamento do escândalo e da divulgação, pelo jornal O Globo, de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro.

De acordo com Viana, Vorcaro não pode ser oficialmente considerado investigado pela CPI pois o relatório do deputado Alfredo Gaspar ainda não está finalizado. Este tem sido um dos motivos apresentados por Mendonça para recusar a obrigatoriedade do depoimento de Vorcaro, ao contrário de outras testemunhas dispostas a colaborar na elucidação dos fatos.

Um dos depoentes previstos para esta terça-feira era Leila Pereira, CEO da Crefisa e presidente do Palmeiras. Viana explicou que ela solicitou o adiamento devido a compromissos relacionados à vitória do time no domingo.

A defesa de Leila confirmou que ela não participará, amparada por decisão do ministro do STF, Flávio Dino, que suspendeu a votação coletiva de diversos requerimentos aprovados pela CPI, incluindo a quebra de sigilo do filho do presidente Lula, Fabio Luís da Silva.

Viana garantiu que o depoimento de Leila está remarcado para a próxima segunda-feira e expressou confiança de que o pleno do STF irá corrigir a decisão tomada por Dino.

— É inaceitável que o Congresso Nacional seja desrespeitado dessa forma por decisões monocráticas de ministros do Supremo, que a meu ver são decisões políticas e sem base constitucional, violando o trabalho das comissões parlamentares. Precisamos reagir — destacou Viana.

Também foi cancelado o depoimento do CEO do C6, Artur Brotto Azevedo, pelo mesmo motivo alegado por Leila Pereira. Já o depoimento do presidente da Dataprev, empresa de processamento da administração federal, Rodrigo Ortiz, foi adiado para 23 de março.

Viana lamentou que a CPI esteja enfrentando um momento complicado, pois as investigações revelam o envolvimento de figuras influentes que usam manobras para evitar comparecer e reconheceu que isso pode atrapalhar o progresso dos trabalhos da comissão.

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