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presidente do conselho federal de medicina será ouvido pela polícia federal a pedido de moraes
O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, estará prestando depoimento à Polícia Federal por solicitação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa medida foi tomada depois que Moraes suspendeu uma sindicância instaurada pelo CFM, que investigava as condições da assistência médica oferecida ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua detenção.
A situação ganhou atenção após Bolsonaro ter sofrido uma queda dentro da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, lesionando a cabeça, e ser levado para realizar exames hospitalares. Fontes informaram que o ex-presidente não acatou o protocolo de emergência nem solicitou auxílio dos agentes presentes, mesmo apresentando ferimentos.
O CFM informou que recebeu denúncias formais relacionadas ao estado de saúde de Bolsonaro na prisão e demonstrou preocupação com as declarações públicas acerca de seu quadro clínico. No entanto, a autarquia mantém sigilo sobre os detalhes da investigação e não divulga informações específicas da sindicância.
José Hiran da Silva Gallo, que exerce a presidência do CFM desde abril de 2022, é ginecologista e obstetra. Ele foi condecorado com a Ordem do Mérito Médico durante o governo do ex-presidente Bolsonaro, por iniciativa do então ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Em outubro de 2024, foi reeleito por unanimidade para continuar à frente do Conselho. Além disso, lidera a Câmara Técnica de Bioética e o Programa Doutoral em Bioética em colaboração com a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, em Portugal, onde realizou pós-doutorado.
Também é membro da Academia de Medicina de Rondônia e da Academia Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, além de vice-presidente da Sociedade Brasileira de Bioética Médica. No passado, presidiu hospitais e maternidades no estado de Rondônia, onde também atuou como presidente do Conselho Regional de Medicina local e trabalhou na Secretaria Estadual de Saúde.
Motivação para a medida de Moraes
Para o ministro Alexandre de Moraes, a sindicância iniciada pelo Conselho Federal de Medicina é considerada ilegal e destina-se a fins impróprios, o que resultou na proibição de qualquer procedimento relacionado a essa investigação tanto em âmbito nacional quanto estadual.
O CFM justifica que o histórico clínico de Bolsonaro é complexo e inclui múltiplas cirurgias abdominais, presença de soluços intratáveis e outras condições crônicas que exigem monitoramento constante e imediato, especialmente em casos de trauma como o ocorrido.
Após a queda na Superintendência da PF, o ex-presidente não acionou os protocolos de emergência e não solicitou atendimento médico imediato, apesar de apresentar lesões visíveis. A queda foi divulgada pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que relatou ter encontrado Bolsonaro com hematomas e sangramentos durante visita na prisão.
O órgão policial informou que um médico da própria Polícia Federal avaliou Bolsonaro e não viu necessidade de encaminhamento hospitalar, lembrando que qualquer transferência depende de autorização do Supremo Tribunal Federal.
Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa do ex-presidente para transferência hospitalar imediata, destacando que não havia urgência para isso. Pediu que fosse apresentado o laudo do atendimento realizado na PF e que os advogados indicem os exames necessários.
Posteriormente, a defesa informou que exames como tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma foram realizados, identificando traumatismo craniano leve em Bolsonaro. Após os procedimentos, ele retornou à prisão.

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