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Preso na farra do inss enviou 300 mil reais para investigada na cpi da covid

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Uma empresa registrada em nome de Samuel Chrisostomo, contador da Confederação Nacional dos Agricultores e Empreendedores Familiares (Conafer) — uma das organizações envolvidas no escândalo conhecido como Farra do INSS — realizou uma transferência de R$ 300 mil via Pix para a BSF Gestão de Saúde, empresa investigada na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Covid-19 em 2021 por suspeita de irregularidades em contratos com o Ministério da Saúde.

A Cifrão Tecnologia, empresa liderada por Samuel Chrisostomo — que está preso por participação nos descontos irregulares — funciona em um sobrado no Distrito Federal, onde também são sediadas outras organizações associadas a investigações de fraudes no INSS, como a Associação de Aposentados do Brasil (AAB), da qual uma das sócias mantém empresas nesse endereço.

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviados à CPMI do INSS revelam que a Cifrão Tecnologia realizou o repasse para a BSF pouco depois de receber R$ 1,6 milhão da Conafer em outubro de 2023. No mesmo período, a empresa efetuou dezenas de outras transações, incluindo pagamentos para outras companhias e pessoas ligadas às investigações.

Segundo o documento, a movimentação financeira da Cifrão ultrapassou em muito sua capacidade econômica declarada, levantando suspeitas de que poderia se tratar de uma empresa de fachada. A BSF Gestão de Saúde atua em consultoria e gestão de benefícios na área de saúde, sobretudo em planos e assistência farmacêutica.

O relatório também aponta conexões da BSF com a Precisa Comercialização de Medicamentos Ltda., empresa alvo de investigação por supostos desvios, fraudes e superfaturamentos relacionados à pandemia de Covid-19. Francisco Emerson Maximiano, sócio da Precisa, é acusado de movimentar milhões com indícios de lavagem de dinheiro envolvendo suas empresas, incluindo a BSF.

Além disso, a investigação aponta ligações entre a BSF, a Global Gestão em Saúde e outras operações suspeitas de fraudes e irregularidades no fornecimento de medicamentos de alto custo para o Ministério da Saúde.

O relatório também aponta transferências feitas por Lucineide dos Santos Oliveira, sócia da AAB, para o lobista Danilo Berndt Trento, ligado a outras operações investigativas, incluindo lavagem de dinheiro e esquemas de corrupção no INSS e Ministério da Saúde. Danilo Trento foi convocado a depor na CPMI e possui histórico de envolvimento em investigações relacionadas à compra da vacina Covaxin.

A empresa T5 Participações LTDA, anteriormente uma hamburgueria, foi adquirida por Danilo Berndt Trento e usada para operações financeiras suspeitas, incluindo pagamentos milionários a ele próprio, com mudança posterior na administração para Francine da Rosa, que também é sócia da BSF Gestão de Saúde.

O espaço permanece aberto para posicionamentos e esclarecimentos dos envolvidos, mas até o momento não houve retorno às tentativas de contato.

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