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PRF alerta gabinete de Nikolas sobre perigos na caminhada pela rodovia
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) enviou um comunicado oficial ao gabinete do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) referente à caminhada de 240 km feita por ele e outros apoiadores em protesto contra a detenção do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O trajeto foi iniciado pelo parlamentar no município de Paracatu, em Minas Gerais, na segunda-feira, com previsão de término no domingo em Brasília (DF).
A PRF informou que formalmente notificou o gabinete do deputado sobre os perigos identificados durante o deslocamento na BR-040.
“O aviso enfatiza a importância de implementar medidas para evitar riscos à segurança, considerando a responsabilidade do deputado como organizador da caminhada”, declarou a corporação.
“A PRF continuará monitorando o movimento constantemente, com equipes dedicadas, para reduzir riscos, garantir a segurança no trânsito e proteger os participantes e demais usuários da rodovia, sem prejuízo da adoção das ações administrativas e legais necessárias caso haja descumprimento das normas”, conclui a PRF.
De acordo com o deputado, a iniciativa visa “defender a liberdade e a justiça” e protestar contra “prisões injustas do dia 8 de janeiro e do ex-presidente Jair Bolsonaro”. Na quinta-feira, os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) solicitaram à PRF que suspenda a caminhada de Nikolas.
“Este Nikolas e seu grupo podem realizar manifestações para pedir anistia a golpistas, defender a liberdade de Bolsonaro e evitar punições por crimes, mas não têm o direito de cometer infrações, como estão fazendo. Eles ocuparam a BR-040 sem autorização prévia do DNIT, ANTT ou qualquer órgão competente”, afirmou Lindbergh Farias em vídeo divulgado no Instagram nesta quinta-feira.
Lindbergh também mencionou ter enviado um pedido formal à Polícia Rodoviária Federal para que a caminhada na BR-040 seja interrompida e redirecionada para outra rota. Ele afirmou que os participantes responderão administrativa e criminalmente. O documento foi assinado também pelo deputado Rogério Correia.
“É proibido caminhar pelo acostamento de uma rodovia federal como aquela. Em alguns trechos, eles invadem a pista principal, o que é inaceitável. Além disso, helicópteros particulares que transportam deputados aterrissam próximos à via, o que configura crime”, declarou Lindbergh.

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