Brasil
Primeira mulher indicada ao posto de general no Exército
Coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho, natural do Recife, foi indicada para uma vaga entre os oficiais-generais médicos do Exército Brasileiro, tornando-se a primeira mulher a alcançar o posto de general na história da Força Terrestre.
A indicação, decidida em votação secreta pelos generais do Alto Comando do Exército, agora será submetida à aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve validar as indicações dela e de outros 16 coronéis à patente de general de brigada – entre eles dois do quadro médico, incluindo a coronel Cláudia.
A ascensão da primeira mulher ao posto de general era aguardada há cerca de dois anos, desde que o comandante da Força, general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, anunciou que isso ocorreria dentro desse período – enquanto Marinha e Força Aérea já contam com oficiais-generais femininas. A concorrência pela vaga foi entre a coronel Cláudia e outra colega.
A pernambucana é médica pediatra, tem 57 anos e ingressou no Exército em 30 de janeiro de 1996. Ao longo da carreira, ocupou cargos como a direção do Hospital de Guarnição de Natal e do Hospital Militar de Área de Campo Grande.
Formada pela Universidade de Pernambuco (UPE), Cláudia é casada e mãe de dois filhos. Como general, a expectativa é que ela assuma a direção do Hospital Militar de Área de Brasília. A confirmação da promoção ocorre poucos dias antes da entrada das primeiras mulheres no Serviço Militar Inicial Feminino nas Forças Armadas.
Em 2 de maio, em Brasília, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, dará início à incorporação das primeiras mulheres voluntárias em organizações das Forças Armadas, concomitantemente com o ingresso dos jovens que farão o serviço militar este ano.
Segundo a Defesa, serão incorporadas 1.467 mulheres que servirão em 13 estados e no Distrito Federal, distribuídas em 51 cidades brasileiras. Destas, 157 estarão na Marinha, 1.010 no Exército e 300 na Força Aérea, todas aprovadas em processo seletivo.
O Serviço Militar Inicial Feminino possibilita que mulheres, ao completarem 18 anos, ingressem no serviço militar inicial com os mesmos direitos e responsabilidades dos homens. Elas são incorporadas como soldados no Exército e Aeronáutica ou como marinheiras-recrutas na Marinha.

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