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Principais poluentes causam grandes danos ao clima, alerta estudo

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O impacto econômico das emissões de dióxido de carbono (CO2) é muito maior do que o estimado anteriormente, conforme revela um estudo divulgado nesta quarta-feira (25). Essa pesquisa aponta que os maiores poluidores são responsáveis por trilhões de dólares em prejuízos climáticos em escala global.

Publicado na revista Nature, o estudo avalia como o aquecimento global causado pelo ser humano afeta a economia mundial e atribui parte desses estragos aos emissores de gases do efeito estufa, incluindo países e empresas petrolíferas.

Os autores indicam que, entre 1990 e 2020, as emissões de gases de efeito estufa dos Estados Unidos foram a principal fonte dos prejuízos climáticos globais, calculados em 10,2 trilhões de dólares (o equivalente a R$ 53 trilhões na cotação de 2020). A China é a segunda maior responsável, com US$ 8,7 trilhões (cerca de R$ 45,2 trilhões), seguida pela União Europeia, com US$ 6,4 trilhões (R$ 33,2 trilhões).

As emissões da gigante petrolífera Saudi Aramco entre 1988 e 2015 causaram danos estimados em 3 trilhões de dólares (aproximadamente R$ 15 trilhões), considerando dados até 2020.

O estudo considera o aumento das temperaturas, seus efeitos, a diminuição da produtividade no trabalho e na agricultura, assim como eventos climáticos severos, como ondas de calor, secas e tempestades.

Marshall Burke, professor da Universidade de Stanford, EUA, e principal autor do trabalho, destacou que esta pesquisa oferece “uma base” para compreender a dimensão dos custos potenciais e para calcular como as emissões de determinados agentes causam prejuízos globais.

Os pesquisadores também sugerem que os danos futuros podem ser ainda maiores do que os já ocorridos.

Marshall Burke afirmou: “Ficamos surpresos não só pela magnitude dos prejuízos avaliados, mas também pelo fato de que os danos futuros provocados pelas emissões passadas serão muito maiores do que os que já presenciamos.”

Uma tonelada de CO2 emitida em 1990 provocou prejuízos globais estimados em 180 dólares (R$ 935, na cotação da época) em 2020, mas essa quantia pode aumentar dez vezes até 2100, chegando a cerca de 1.840 dólares (R$ 9.617 hoje). O CO2, que permanece por muito tempo na atmosfera, se acumula, enquanto os desastres climáticos se intensificam.

O estudo também destaca como atividades muito poluentes, como o transporte aéreo, influenciam significativamente os prejuízos futuros.

Por exemplo, voar anualmente por longas distâncias durante dez anos pode gerar perdas que chegarão a 25.000 dólares até 2100 (aproximadamente R$ 130.672 na cotação atual).

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