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Professora de Direito é assassinada a facadas por aluno dentro de sala de aula

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Juliana Mattos de Lima Santiago, professora de Direito e escrivã da Polícia Civil, foi brutalmente assassinada a facadas por um aluno na noite do dia 6, dentro de uma sala de aula de uma faculdade privada em Porto Velho, Rondônia. O crime aconteceu por volta das 21h50 e está sendo investigado como feminicídio.

O suspeito é João Cândido da Costa Junior, que tentou fugir, mas foi rapidamente detido no local. O boletim de ocorrência indica que a defesa do acusado ainda não foi encontrada.

O jovem recebeu voz de prisão por um policial presente na instituição e foi primeiramente levado a uma unidade de atendimento emergencial, depois encaminhado para o Departamento de Flagrantes onde permaneceu preso.

No sábado, ele passou por audiência de custódia e sua prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva. Conforme informações do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), o estudante será levado ao sistema prisional.

Embora tenha recebido socorro imediato, Juliana chegou ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II sem sinais vitais. Os médicos constataram duas perfurações no tórax e uma ferida no braço direito.

Segundo os relatos policiais, o agressor disse que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima há cerca de três meses, mas no último mês notou um distanciamento dela e falta de resposta às suas mensagens. Ele afirmou ter ficado emocionalmente abalado ao ver um status da professora com seu ex-companheiro em um aplicativo de mensagens.

No dia do crime, ele esperou estar sozinho com Juliana em uma sala, iniciou uma conversa sobre o relacionamento e, após uma discussão, foi dominado por uma raiva intensa e desferiu várias facadas contra ela. Este relato reforça a suspeita de que o ato foi premeditado.

A faculdade onde o crime ocorreu, Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), expressou profundo pesar e repudiou o homicídio. A instituição está oferecendo todo o suporte necessário à família da vítima e decretou luto de três dias, suspendendo as atividades acadêmicas nesse período.

O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) manifestou que Juliana foi vítima de uma violência grave e inaceitável.

Em nota, o órgão destacou o repúdio ao ato cruel e afirmou que irá agir com rigor para esclarecer o caso, além de reforçar o compromisso contínuo no combate à violência em ambientes educacionais e contra as mulheres. O MP declarou ainda que a memória de Juliana deve ser honrada com justiça para todos.

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