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PSD acusa Castro de tentar evitar eleições diretas; Paes quer disputa

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O PSD, partido do ex-prefeito Eduardo Paes, que é pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, enviou um ofício ao governador Ricardo Couto, que também preside o Tribunal de Justiça, solicitando que consulte o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes de convocar uma eleição indireta para o Palácio Guanabara. O partido acredita que a renúncia do governador Cláudio Castro, feita na véspera do julgamento que poderia cassá-lo, configura uma tentativa de fraude.

Tecnicalmente, se Castro tivesse sido cassado enquanto estava no cargo, a eleição para seu substituto deveria ocorrer de forma direta, com voto popular. No entanto, ao renunciar antes do julgamento, a eleição prevista é indireta, decidida apenas por deputados na Assembleia Legislativa.

O deputado federal e presidente estadual do PSD no Rio, Pedro Paulo, argumenta no ofício que o julgamento mencionou a cassação e a convocação de novas eleições, mas sem definir o formato. Por isso, é importante aguardar a manifestação do TSE para garantir a correta condução do processo eleitoral no estado.

Pedro Paulo afirmou que a renúncia pode ser vista como tentativa de ludibriar a realização de eleições diretas e, assim, fraudar o processo eleitoral e a soberania popular. Por isso, o pedido para que o TSE se pronuncie sobre o modelo a ser adotado na sucessão.

Se esse entendimento do PSD prevalecer, o Rio poderá ter duas eleições diretas em um curto espaço de tempo: uma eleição suplementar para governador até o fim do ano e depois a eleição comum em outubro para o mandato regular de quatro anos.

Paes disposto a disputar

O novo prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), declarou que Paes está preparado para concorrer caso seja realizada uma eleição direta antecipada para o governo do estado.

“As eleições devem ser decididas pelo voto popular. O PSD acredita que a Constituição determina a eleição direta. Nosso pré-candidato quer concorrer, mesmo que seja para um mandato temporário”, afirmou Cavaliere.

Castro foi declarado inelegível pelo TSE em processo relacionado ao caso Ceperj, onde foi acusado de abuso de poder político e econômico devido à criação de programas sociais usados como fachada para atuação política irregular antes das eleições de 2022, com recursos não transparentes.

Paes se afastou do cargo na última sexta-feira para poder disputar a eleição de outubro. Seu principal oponente é o deputado estadual Douglas Ruas (PL). Como o cenário político aguardava inicialmente uma eleição indireta antes do pleito principal, ainda há dúvidas sobre como será o cenário se prevalecer o modelo da eleição direta.

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