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PT escolhe Benedita da Silva para melhorar relação com evangélicos após polêmica no desfile

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O Partido dos Trabalhadores (PT) designou a deputada federal Benedita da Silva (RJ), uma mulher de fé evangélica, para tentar amenizar a crise causada no segmento religioso depois do desfile da escola Acadêmicos de Niterói na semana passada. O enredo da escola de samba homenageava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas chamou atenção uma ala chamada “Neoconservadores em conserva”, que exibiu famílias dentro de latas de conserva, algumas com simbolismos religiosos.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Benedita da Silva afirmou que “Deus não pode ser usado para fins políticos”. Nome do PT para o Senado pelo Rio de Janeiro, ela ressaltou seu orgulho em ser evangélica há mais de 60 anos e pediu respeito para todas as famílias brasileiras, destacando a diversidade dos núcleos familiares. A deputada também criticou o bolsonarismo, que segundo ela usa a Bíblia de forma partidária e promove divisão e medo, ao contrário das ações do governo Lula que buscam cuidar das famílias.

Segundo Benedita da Silva, cuidar da família é algo concreto, não apenas palavras: “Fé verdadeira se vive, não se usa”.

A homenagem a Lula provocou reações políticas significativas junto ao segmento evangélico, conhecido por ser resistente ao PT. Pesquisas recentes indicam que 61% dos evangélicos desaprovam Lula, enquanto 34% aprovam sua gestão. No geral, a desaprovação do governo é de 49% frente a 45% de aprovação.

Líderes do PT reconhecem a necessidade de gestos para se reaproximar desse grupo que ficou desgastado com o desfile.

Reações da oposição

A oposição criticou duramente Lula e a escola de samba na semana passada, enquanto frentes evangélicas e católicas emitiram notas reprovando o teor do desfile e pedindo responsabilização.

Uma pesquisa realizada poucos dias após o desfile mostrou que 61,1% dos evangélicos consideraram a ala uma ofensa à liberdade religiosa ou uma representação preconceituosa, 11% a viram como crítica artística legítima, 8,7% como uma sátira aceitável, e 19,2% não souberam opinar.

Ações no Planalto

Em entrevista na Índia, Lula comentou o episódio dizendo que ele não participou da criação do samba-enredo nem das alegorias, apenas foi homenageado na canção.

O governo federal agiu para conter a crise: o ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, afirmou que há postagens promocionadas que geram críticas e desinformações, configurando um debate alimentado por interesses eleitorais. O PT avalia levar a questão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Washington Quaquá, prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, repreendeu a ala do desfile e declarou que quem deseja governar o país precisa compreender a realidade brasileira. Segundo ele, o partido não pode deixar de dialogar com os conservadores nos costumes, pois o PT foi fundado como um partido popular que respeita todas as partes do povo, inclusive aqueles com visões conservadoras.

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