Notícias Recentes
Quem participou e quem não foi ao protesto pró-Bolsonaro em São Paulo?
O protesto em apoio a Jair Bolsonaro (PL) realizado na Avenida Paulista no domingo (3) mostrou um aumento no número de participantes em comparação com manifestações anteriores, mas o trio elétrico estava menos cheio do que em outras ocasiões dos apoiadores do ex-presidente na cidade.
A ausência mais notável foi a do próprio Bolsonaro, que está submetido a medidas judiciais desde 18 de julho, incluindo recolhimento domiciliar nos finais de semana. Nenhum dos candidatos presidenciais da direita esteve presente no ato chamado “Reaja, Brasil”, fato que foi criticado no principal discurso da tarde, feito pelo pastor Silas Malafaia, um dos organizadores do evento.
Sem citar nomes, Malafaia criticou os postulantes à sucessão eleitoral do ex-presidente para 2026. “Cadê aqueles que querem ser a opção no lugar do Bolsonaro? Onde estão? Eles deveriam estar aqui!”, afirmou o pastor.
“Isso mostra que Bolsonaro é insubstituível! Não se deixem enganar! Eu não sou ingênuo. Estão receosos do Supremo Tribunal Federal, não vieram. Arrumaram desculpas. Por isso, minha gente, 2026 é Bolsonaro“, concluiu Malafaia.
Bolsonaro enfrenta duas penalidades de inelegibilidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e está impedido de concorrer a cargos públicos até 2030.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou que não participaria do evento por causa de um procedimento de saúde. Ele é o político de direita com melhor colocação nas pesquisas, embora não confirme sua candidatura à presidência.
Também não estiveram presentes os governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, e Ratinho Júnior (PSD), do Paraná.
Cláudio Castro (PL), governador do Rio de Janeiro, participou do ato pró-Bolsonaro na orla de Copacabana, mas não foi ao evento em São Paulo, assim como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente. Castro, que pretende disputar o Senado, não se apresenta como pré-candidato à Presidência.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participou do ato em Belém (PA), onde cumpria agenda pelo PL Mulher, e não compareceu na capital paulista.
Deputados federais próximos a Bolsonaro discursaram na Avenida Paulista, como Paulo Bilynskyj (PL), Marco Feliciano (PL) e Rosana Valle (PL), todos eleitos por São Paulo. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) também falou. O parlamentar mineiro Nikolas Ferreira (PL), com grande influência nas redes sociais, participou do ato pela manhã em Belo Horizonte e à tarde esteve em São Paulo. Em seu discurso, colocou Jair Bolsonaro como centro da mobilização.
Deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) também participaram, entre eles Paulo Mansur (PL), Conte Lopes (PL), Lucas Bove (PL), Tomé Abduch (Republicanos) e Capitão Telhada (PP). Embora tenham subido no trio elétrico, Telhada não fez discurso.
Aliados do ex-presidente na política paulistana também marcaram presença, como os vereadores Lucas Pavanato (PL) e Zoe Martínez (PL), além do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), acompanhado do vice Ricardo Mello Araújo (PL).
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, esteve na manifestação, mas não discursou.
A estimativa do público na Avenida Paulista foi de cerca de 37,6 mil pessoas, conforme dados do Monitor do Debate Público do Meio Digital, realizado pelo Cebrap e pela Universidade de São Paulo (USP), com base em fotos aéreas tiradas em vários momentos do evento.
A margem de erro da estimativa é de 12%, o que indica que o número real pode variar entre 33,1 mil e 42,1 mil participantes.
Segundo o Monitor do Debate Público, o ato deste domingo teve quase três vezes mais participantes do que a última manifestação bolsonarista na cidade, realizada no dia 29 de julho. Apesar disso, ainda ficou longe do público registrado no protesto de fevereiro de 2024, quando cerca de 185 mil estiveram na Paulista.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login