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Raquel deve planejar futuro político longe do bolsonarismo, diz especialista
O cientista político e sociólogo Rudá Ricci comentou em uma entrevista à Rádio Folha 96.7 FM nesta sexta-feira, 27, que a governadora Raquel Lyra (PSD) enfrentará um desafio complicado nas próximas eleições. Para Rudá Ricci, Raquel precisa pensar em sua trajetória política futura caso não consiga a reeleição apoiada por políticos ligados ao bolsonarismo.
“Se ela vencer, o futuro está garantido. Porém, não deve se alinhar com um grupo que desconfia dela, que é o bloco bolsonarista”, ressaltou.
Um dilema político
O especialista também falou que a governadora vem indicando a possibilidade de apoiar a reeleição do presidente Lula (PT). Isso, segundo ele, representaria um grande desafio para a direita em Pernambuco, que teria dificuldade em apresentar um candidato competitivo nas eleições. Por outro lado, Raquel poderia ter problemas para conquistar eleitores desse grupo.
“Isso complica a eleição nacional para o PL ou o bolsonarismo”, afirmou.
Estratégias eleitorais
Rudá Ricci analisou ainda os movimentos do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), que tenta se fortalecer como candidato ao Senado na chapa do provável candidato ao governo e atual prefeito do Recife, João Campos (PSB). Miguel Coelho também tem se aproximado do presidente Lula, chegando a registrar uma foto com ele durante o Carnaval.
“Em Pernambuco, é arriscado não estar alinhado com João e Lula. Essa postura pode comprometer o futuro político de alguém”, avaliou.
Direita sem propostas claras
O especialista afirmou que a direita atualmente liderada pelo bolsonarismo carece de propostas definidas. Ao comentar sobre a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), Rudá Ricci enfatizou que esse grupo político não oferece políticas concretas, citando a segurança pública como um tema frequentemente abordado, mas sem um plano claro.
“A extrema-direita não possui projetos políticos sólidos. O que existe são ideias e força, especialmente na segurança, mas sem políticas estruturadas. Eles não dispõem de centros de desenvolvimento de políticas públicas. São politicamente inexperientes e cresceram devido ao ressentimento social no Brasil”, concluiu.
Entrevista completa
Veja a entrevista na íntegra.

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