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Ratinho Jr., Leite e Caiado defendem corte de gastos e criticam fim da escala 6×1
Os três pré-candidatos do PSD à Presidência da República – os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho Júnior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás) – enfatizaram nesta sexta-feira, 6, a necessidade de maior responsabilidade fiscal nas contas públicas, ao mesmo tempo que se posicionaram contra a proposta do governo federal de eliminar a escala de trabalho 6×1.
O evento ocorreu no Clube Atlético Monte Líbano em São Paulo, organizado pela Fundação Espaço Democrático.
Ao longo da reunião, participaram também deputados estaduais paulistas que recentemente se filiaram ao PSD, como Analice Fernandes, Barros Munhoz, Carlão Pignatari e Rogério Nogueira, além de Dirceu Dalben e Márcio Nakashima.
O ato foi conduzido pelo presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, e contou com a presença da senadora Mara Gabrilli, que planeja disputar uma vaga na assembleia estadual.
Os governadores debateram temas como os programas sociais do governo federal e criticaram a proposta de extinção da escala 6×1, defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para esta eleição.
Ronaldo Caiado e Eduardo Leite reprovaram a condução do governo petista nesse processo, enquanto Ratinho Júnior ressaltou os efeitos da jornada de trabalho nos jovens, que estão desanimados com as atuais políticas.
“É uma política típica do PT. Eles não apresentam um orçamento claro nem demonstram como vão sustentar essa ideia”, afirmou Caiado.
“Precisamos ouvir especialistas respeitados em economia para compreendermos as consequências de um populismo dessa natureza.”
Caiado também criticou diretamente o presidente Lula, dizendo que apesar de duas décadas no poder, as promessas de erradicar a pobreza continuam sem resultados efetivos.
Eduardo Leite reconheceu a importância dos programas sociais para corrigir desigualdades, mas destacou que o foco deve estar na promoção da igualdade de oportunidades. Segundo ele, o Brasil gastou mais de R$ 400 bilhões em programas sociais, comparado a cerca de R$ 1 trilhão pagos em juros no último ano, o que revela o alto custo da irresponsabilidade fiscal.
Leite foi firme ao condenar a proposta de acabar com a escala 6×1, dizendo: “Precisamos antes aumentar a produtividade antes de alterar carga tributária ou jornada de trabalho. Se um país sem capacidade produtiva adequada tomar medidas radicais, estará se dirigindo a um colapso econômico.”
Ratinho Júnior comparou a máquina pública atual a um “enorme elefante lento, pesado e excessivamente oneroso”, questionando a necessidade de 38 ministérios no Brasil. Ele ressaltou que a população muitas vezes desconhece essas pastas e seus responsáveis.
“Quase sempre vemos sucessivos aumentos de impostos e da máquina pública,” afirmou o governador do Paraná.
Os governadores também defenderam a privatização de empresas estatais e elogiaram a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança, apresentada pelo deputado federal Mendonça Filho (União Brasil-PE), que promoveu alterações na proposta inicial do governo federal.

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