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Rede desconsidera decisão que anulou eleição, dizem aliados de Marina

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Aliados da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, acreditam que o diretório nacional da Rede Sustentabilidade não está dando atenção à determinação judicial do Rio de Janeiro que, recentemente, anulou a eleição da presidência do partido. Mesmo com essa decisão, o grupo ligado à deputada federal Heloísa Helena, que venceu a eleição anulada, se reuniu para escolher os responsáveis pela estratégia eleitoral da legenda neste ano.

O juiz Marcos Antônio Ribeiro de Moura Brito anulou o Congresso Municipal da Rede realizado em fevereiro do ano passado devido a graves irregularidades no processo de convocação, credenciamento e votação. Essa decisão também anulou outros encontros estaduais e nacionais realizados pela sigla, visto que o congresso municipal influenciava diretamente os demais níveis da eleição.

Esse cenário envolve os encontros que elegeram os novos diretórios e culminaram na vitória de um aliado de Heloísa Helena contra o candidato apoiado por Marina Silva. Ainda cabe recurso contra essa decisão.

Uma fonte próxima ao grupo Rede Vive, alinhado a Marina, afirma que esta ação é apenas uma entre várias que denunciam fraudes ocorridas no processo interno do partido, incluindo assinaturas falsas, votos de pessoas falecidas, atas de reuniões inexistentes e anulações ilegítimas de encontros legais.

O coletivo possui extensa documentação para comprovar essas alegações e acredita que recuperar o partido significa retomar seus valores fundadores, apoiados por milhares de brasileiros e confirmados pela própria Justiça que anulou a eleição.

A Rede comunicou que a decisão judicial ainda aguarda recursos e que sua eficácia depende do trânsito em julgado. A sigla destacou que não há desrespeito à decisão porque ela não é definitiva e questiona qualquer interpretação em contrário.

Entendendo a decisão

O magistrado observou falhas na fiscalização dos atos internos do partido, reconhecendo que atos viciados no congresso municipal comprometeram toda a legitimidade do processo eleitoral da Rede. Ele também apontou irregularidades na divulgação das convocações, que ocorreram com prazos inadequados e por meio restrito, como o Instagram Stories, e identificou problemas na verificação da identidade dos participantes, além de fraudes nas assinaturas.

Divisão interna

Desde 2022, há uma ruptura entre Heloísa Helena e Marina Silva, representando divisões no diretório nacional. As divergências envolvem diferenças programáticas e posicionamento em relação ao governo federal.

Marina, que se apresenta como sustentabilista e integra o governo Lula como ministra do Meio Ambiente, mantém diálogo com partidos como PT, PSB, PSOL e PV para uma possível filiação. Ela condiciona uma candidatura ao Senado por São Paulo a três requisitos principais: apoio à reeleição de Lula, construção coletiva e fortalecimento de uma frente ampla, além do incentivo à agenda ambiental.

Heloísa Helena posiciona-se na oposição ao Planalto, defendendo o ecossocialismo, que alia preservação ambiental a mudanças no sistema econômico.

Os aliados da ministra afirmam que as mudanças estruturais adotadas pela atual liderança nacional da Rede, sob a direção de Paulo Lamac e grupo ligado à Heloísa Helena, tornaram inevitável a saída de Marina do partido.

Nota da Rede

A sigla reafirma que a decisão judicial ainda depende de recursos e confirmação definitiva, e que as atuais direções partidárias possuem legitimidade para atuar no momento pré-eleitoral. A Rede rejeita narrativas que busquem prejudicar seu desempenho nas eleições, classificando tais tentativas como interesses políticos contrários ou irresponsabilidade partidária.

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