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Relator da CPI do Crime Organizado confirma pressão contra Toffoli, mas mantém votação
Senador Alessandro Vieira, responsável pela CPI do Crime Organizado, reconheceu em entrevista concedida à GloboNews, que enfrenta pressão tanto de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto de políticos, para evitar a votação que convoca o ministro Dias Toffoli. Apesar das pressões, a votação segue mantida.
Toffoli deixou de ser relator de um caso relacionado ao Banco Master depois que a Polícia Federal encontrou referências a ele no aparelho celular de Daniel Vorcaro, dono do banco. Investigações mostram que o ministro possui participação em uma empresa que fez negócios com um fundo associado ao familiar de Vorcaro, embora Toffoli afirme não manter uma relação próxima com ele.
Alessandro Vieira destacou que lidar com figuras poderosas e grandes montantes financeiros naturalmente envolve pressões, e que essa situação não é nova nem inesperada. Ele descreveu como constrangedora a nota pública assinada por todos os ministros do STF em apoio a Toffoli, que segundo ele, envia mensagens negativas à Polícia Federal.
O senador ainda criticou o fato de que só a Procuradoria-Geral da República tem autoridade para autorizar investigações contra membros da Corte, apontando essa restrição como um obstáculo à democracia.
A votação sobre a convocação do ministro está prevista para ocorrer após o carnaval, em 24 de fevereiro, durante a próxima sessão da CPI, conforme decisão do presidente da comissão, senador Fabiano Contarato.
Vieira ressaltou a importância da votação para ampliar as investigações, que abrangem casos como emendas parlamentares, Carbono Oculto, INSS e o Banco Master.
O senador apontou que as investigações revelam conexões entre lavagem de dinheiro e influência política e judicial do crime organizado, evidenciando a complexidade do caso.
A CPI também pretende analisar transações vinculadas ao Tayayá Resort, associadas à empresa Maridt, que conta com a participação de sócios do Banco Master e familiares do ministro Toffoli. A investigação também inclui solicitações relativas a quebras de sigilo e convocações ligadas ao escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, que manteve contratos significativos com o banco de Daniel Vorcaro.
Criada em novembro, a CPI do Crime Organizado investiga questões como ocupação por facções criminosas, lavagem de dinheiro, corrupção e o sistema prisional. Para seu relator, há evidências suficientes para incluir o Banco Master no âmbito das investigações por suas conexões relevantes.

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