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Relatório da CPI do INSS começa com discussão entre Lindbergh e relator

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A apresentação do parecer final da CPI do INSS, conduzida pelo relator deputado Alfredo Gaspar (União-AL), foi marcada por um início agitado nesta sexta-feira, culminando em um confronto verbal quando o deputado Lindbergh Farias o chamou de “estuprador” durante um bate-boca no plenário da comissão.

A confusão teve início após a leitura de um discurso do ministro Luís Roberto Barroso de 2018, que gerou uma série de provocações entre os parlamentares.

Antes de apresentar o conteúdo do relatório, Gaspar mencionou um episódio tenso no Supremo Tribunal Federal envolvendo Barroso e o ministro Gilmar Mendes. Na ocasião, durante um julgamento sobre doações de campanha, Barroso chamou Mendes de “pessoa horrível, mistura do mal com o atraso, com pitadas de psicopatia”, em um dos momentos mais duros da história recente da Corte.

A leitura deste trecho, em um ambiente já polarizado dentro da CPI, aumentou ainda mais a tensão entre os parlamentares. Durante a sessão, Lindbergh reagiu com irritação às palavras do relator, interrompendo a leitura e iniciando uma troca de acusações.

Apesar da tentativa de Gaspar de acalmar os ânimos com uma resposta irônica — “Calma que ainda não chegamos na Odebrecht” — a discussão se intensificou, com Lindbergh elevando o tom e proferindo a ofensa que marcou o episódio.

Esse confronto evidenciou a tensão que permeia a fase final da CPI, especialmente quando o relatório, que inclui mais de 200 pedidos de indiciamento, está prestes a ser votado em meio a uma disputa política acirrada. A base governista tem se esforçado para impedir a aprovação do parecer, inclusive promovendo mudanças na composição da comissão para modificar o equilíbrio de forças.

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