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Represas que abastecem a Grande SP registram a 6ª queda seguida

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O nível dos reservatórios que abastecem a Grande São Paulo caiu pelo sexto dia seguido nesta quarta-feira (21), de acordo com dados divulgados pela Sabesp. A estiagem nos sistemas continua e apenas dois dos seis conjuntos de represas receberam chuva fraca entre esta terça e quarta. Ainda assim, o acumulado de precipitação nesses mananciais foi de apenas 1,2 milímetros, quantidade insuficiente para frear as últimas perdas.

O sistema Cantareira, que abastece 6,2 milhões de pessoas na Região Metropolitana, já registra sua 9ª queda seguida, passano de 5,6% para 5,5% entre esta terça e quarta. Seus reservatórios só receberam 22,4% das chuvas previstas para janeiro e não sobem desde o dia 26 de dezembro.

E as precipitações devem ficar abaixo da média pelo menos até abril. É o que prevê o Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério de Ciência e Tecnologia. O resultado foi divulgado na tarde de sexta-feira (16), na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília.

Além da estiagem, as temperaturas acima dos 30 ºC fazem com que a população consuma mais água do que em dias amenos. Nesta segunda-feira (19) a capital registrou a maior temperatura do ano, 36,5ºC, seguida pelas máximas de sábado (35,7 ºC) e domingo (35,6 ºC). As medições são realizadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante de Santana, Zona Norte da capital.

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Confira os níveis dos outros sistemas que abastecem a Grande São Paulo:

Alto Tietê: caiu de 10,4% para 10,2%;
Guarapiranga: caiu 38,9% para 38,5;
Alto Cotia: caiu de 28,7% para 28,5%;
Rio Grande: caiu de 69,1% para 68,8%;
Rio Claro: caiu de 23,2% para 22,6%.

Dezembro
Junto com o ano, terminou também o melhor mês do Cantareira em 2014. Em dezembro, o nível do sistema baixou 1,5 ponto percentual. Foi o menor índice de queda mensal no ano. A maior baixa foi em fevereiro, quando o volume acumulado recuou 5,5 pontos percentuais.

Dezembro também foi o melhor mês em número de dias sem queda no nível do reservatório. Foram 11: em 8 deles o nível se estabilizou, e em outros 3 ele chegou a subir. Foi a única vez no ano em que o nível aumentou três vezes seguidas, dos dias 24 a 26. Nesse sentido, os piores meses foram junho, julho, agosto e outubro, quando o nível caiu todos os dias.

O Cantareira terminou 2014 sem recuperar 492 bilhões de litros de água perdidos durante os 12 meses. O ano começou com o nível do reservatório em 27,2% e terminou com 7,2%.

Porém, com a utilização das duas cotas do volume morto (a primeira elevou o manancial em 18,5 pontos percentuais e a segunda em 10,7 pontos percentuais) é como se os reservatórios tivessem iniciado 2014 com um volume acumulado de 56,4%. Assim, a queda foi 49,2% durante o ano, o número representa 492 bilhões de litros. De acordo com estimativas da Sabesp, o reservatório tem capacidade de armazenar 1 trilhão de litros, quando está com 100% do seu nível.

Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o sistema abastece atualmente 6,5 milhões de pessoas na Grande SP.

Multa
Depois de ser barrada na Justiça na terça (13), a sobretaxa na conta de água para quem aumantar o consumo voltou a valer nesta quarta-feira (14), após o governo vencer recurso contra a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste).

A partir da conta de fevereiro, serão cobrados 40% de multa para quem consumir até 20% a mais do que a média entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014. Quem ultrapassar 20% dessa média será multado em 100% sobre o gasto com água, que representa metade da conta. Os outros 50% são referentes ao serviço de coleta de esgoto.

Os sistemas que abastecem várias regiões do estado de São Paulo têm enfrentado quedas frequentes do volume de água armazenado devido à falta de chuvas. Na Grande São Paulo, os principais sistemas, Cantareira, Alto Tietê e Guarapiranga, são os mais afetados.

Bônus
Entre fevereiro e outubro do ano passado, a companhia concedeu bônus de 30% na conta de clientes que economizassem 20% ou mais de água em relação à média de consumo entre dos 12 meses que vão de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014.

A medida foi adotada para estimular a redução no consumo. Desde novembro, o desconto gradual passou a ser dado para os imóveis que reduzirem o consumo entre 10% e 20%. O desconto foi prorrogado até o fim de 2015.

O percentual será calculado com base na média de fevereiro de 2013 até janeiro de 2014. A média já aparece na conta dos consumidores. A meta do governo é reduzir 2,5 metros cúbicos por segundo de consumo. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) negou que a medida seja uma multa ao consumidor. Ele define o ônus como “tarifa de contingência”.

Com a medida, a multa será aplicada da seguinte maneira: um consumidor que, em média, gasta 10 m³ de água receberá conta 20% mais cara se utilizar entre 10,1 m³ e 12 m³ em um mês. Caso gaste acima de 12,1 m³, irá pagar 50% a mais. O consumidor que elevar o gasto passará a ser cobrado na conta de fevereiro.

Fonte: G1

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