Centro-Oeste
Restaurantes comunitários facilitam acesso a comida no DF
Os restaurantes comunitários no Distrito Federal são muito importantes para as pessoas em situação difícil, oferecendo refeições a preços baixos e ajudando a combater a fome. Com 17 unidades funcionando, o programa do Governo do Distrito Federal (GDF) serviu 16,9 milhões de refeições em 2025, investindo R$ 96 milhões no ano.
Moradores como a dona de casa Maurícia Barbosa Nascimento, de 41 anos, destacam a importância do serviço. Antes sem moradia fixa e beneficiada pelo programa Morar Bem, ela frequenta a unidade do Sol Nascente com a neta Sophia, de 8 anos. “Tinha dia que a gente nem comia. Hoje a gente pode ter o prazer de dizer: vou levantar e tomar um café. Eu sou muito grata”, contou Maurícia, elogiando o preço acessível e a qualidade das refeições.
Cada restaurante serve em média 2,7 mil refeições por dia. Em janeiro de 2025, foram mais de 1,4 milhão de refeições, sendo 1,9 milhão para pessoas em situação de rua. O almoço custa R$ 1, enquanto café da manhã e jantar custam R$ 0,50 cada, totalizando R$ 2 para as três refeições em 13 unidades que funcionam diariamente, incluindo feriados.
As unidades ficam em Arniqueira, Brazlândia, Gama, Itapoã, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia (Rorizão), Santa Maria, Sobradinho, Sol Nascente/Pôr do Sol e Varjão, entre outras. Desde 2019, foram abertos quatro novos restaurantes em Samambaia Expansão, Sol Nascente/Pôr do Sol, Arniqueira e Varjão. Reformas recentes melhoraram as estruturas em Sobradinho, Gama, Paranoá, Santa Maria, Samambaia e Planaltina, com obras em andamento na Estrutural.
A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, ressaltou o compromisso do GDF no combate à fome. “Todo esse esforço foi reconhecido com o primeiro lugar nacional do Selo Betinho de ações de combate à fome”, disse, destacando a redução de preços, inaugurações e reformas.
Outras pessoas que usam o serviço, como o pedreiro José Estácio Filho, de 55 anos, e sua esposa Telma Moreira da Silva, de 46, elogiam o atendimento e a qualidade da comida, feita por nutricionistas. A dona de casa Jacqueline de Santana Ribeira, de 48 anos, usa o serviço para ajudar nas despesas da casa, levando marmitas para sua família.
Para pessoas em situação vulnerável, há um cadastro para refeições gratuitas. Durante a pandemia de 2020, o acesso foi ampliado sem custo para pessoas em situação de rua, com o número de refeições aumentando de 200 mil em 2021 para 1,2 milhão em 2024, e mais de 550 mil até abril de 2025. O gerente da unidade do Sol Nascente, Márcio Oliveira, reforça que o restaurante é uma ferramenta importante de proteção social nas áreas periféricas do DF.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login