Economia
Robótica na logística de PE: inovação e eficiência
A rápida transformação no setor logístico, impulsionada pelas tecnologias inovadoras, tem tornado a automação e a robótica essenciais para melhorar a eficiência, reduzir gastos e aumentar a produção. Em Pernambuco, ainda predominam sistemas automatizados de esteiras e transporte de cargas.
De acordo com o professor Francisco Luiz dos Santos, especialista em física e robótica da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e líder da Rede de Inovação em Robótica no estado, Pernambuco apresenta um alto potencial para expandir o uso da robótica.
“Aqui, há uma forte presença da automação na indústria, empresas e logística. Na logística, o destaque são as esteiras e máquinas robotizadas que movimentam itens automaticamente”, explicou.
Ele citou como exemplo o setor de mangas, onde a automação é um caso de sucesso: “As fábricas de manga no estado possuem sistemas robotizados que fazem até a seleção das frutas, permitindo envia-las para diferentes mercados conforme o tipo e qualidade.”
Francisco ressaltou que a Amazon é referência mundial na implementação da robótica em suas fábricas, utilizando veículos autônomos denominados AGVs (Veículos Autonomamente Guiados) e AMRs (Robôs Móveis Autônomos).
“Os AGVs se movimentam sozinhos no complexo industrial para transportar materiais, usando uma faixa metálica instalada no chão para guiar seus trajetos. Já os AMRs são mais avançados, tomando decisões independentes e circulando sem necessidade dessa faixa”, detalhou.
Sobre projetos locais, a UFRPE, em conjunto com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), desenvolve robôs móveis autônomos movidos a bateria com recarga por painéis solares.
Essa iniciativa é focada na indústria, especialmente em centros de distribuição, com perspectivas de aplicação futura na agricultura. Paralelamente, segundo o pesquisador Rafael Pereira de Lira, professor da UFRPE, está em andamento o desenvolvimento de um robô recepcionista.
“Já temos o design e estamos avaliando as limitações para imprimir cada componente. Após a criação do protótipo, as dificuldades encontradas serão analisadas para promover melhorias no modelo”, destacou.

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