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Roraima acompanha situação na fronteira com Venezuela após ataque dos EUA
O governo de Roraima informou neste sábado (3) que está acompanhando atentamente os recentes eventos na Venezuela e suas possíveis consequências para a estabilidade regional, reafirmando seu compromisso com a paz, a ordem pública e a segurança da população local.
Devido à proximidade geográfica, Roraima mantém relações de cooperação com países vizinhos, como Venezuela e Guiana.
As autoridades estaduais estão em contato constante com órgãos federais para monitorar qualquer acontecimento que possa afetar o dia a dia da população. O governo reforça a importância de resolver questões internacionais por meio do diálogo diplomático, evitando conflitos que comprometam a estabilidade e o bem-estar dos povos da região.
Recentemente, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram ataques aéreos em Caracas e outras áreas da Venezuela.
Após os ataques, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. O Brasil e a Venezuela compartilham uma extensa fronteira de mais de 2 mil quilômetros, e, conforme o ministro da Defesa José Múcio, a região encontra-se tranquila, monitorada e acessível.
Além disso, as forças de segurança estaduais continuam atuando normalmente e em coordenação para garantir a ordem.
Fronteira em Pacaraima
O prefeito de Pacaraima, Waldery D’avila, manifestou preocupação com os ataques em Caracas e informou que está monitorando a situação, trabalhando junto às forças de segurança para manter a paz e a estabilidade na região fronteiriça.
Um servidor público federal, Jean Oliveira, que estava em Santa Elena de Uiarén, na Venezuela, relatou que precisou usar uma rota alternativa para atravessar a fronteira fechada e chegar ao lado brasileiro. Ele mencionou que, após sua travessia, as autoridades venezuelanas passaram a permitir somente a saída de cidadãos brasileiros, mantendo a fronteira fechada para venezuelanos e para a entrada do Brasil na Venezuela.
Apesar da apreensão, Jean Oliveira disse que a situação parecia relativamente calma e que a população local não apresentava sinais de mudanças significativas.
Contexto da Intervenção
A operação militar dos EUA na Venezuela representa um novo capítulo nas intervenções diretas da potência norte-americana na América Latina. A última invasão similar ocorreu no Panamá em 1989, quando o ex-presidente Manuel Noriega foi preso sob acusações de narcotráfico, sem provas concretas em muitos casos. Os EUA acusam Nicolás Maduro de liderar um cartel de drogas, o que é contestado por especialistas em narcotráfico internacional.
Anteriormente, o governo americano ofereceu uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levassem à captura do presidente venezuelano.
Críticos veem nesta ação uma estratégia geopolítica para afastar a Venezuela de parceiros globais como China e Rússia, além de buscar controle maior sobre as vastas reservas de petróleo do país, reconhecidas como as maiores do mundo.


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