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Rubio apoia uma Europa forte alinhada com visão dos EUA

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Marco Rubio, secretário de Estado americano, procurou acalmar seus aliados europeus no sábado (14), afirmando que os Estados Unidos querem fortalecer as relações transatlânticas para que uma Europa robusta possa ajudar a moldar a ordem mundial sob a liderança do presidente Donald Trump.

Durante a Conferência de Segurança de Munique, Rubio adotou um tom conciliador ao falar para líderes europeus ainda alarmados pela tentativa recente de anexação da Groenlândia pelo presidente americano.

“Não buscamos nos afastar, mas sim renovar uma velha amizade e fortalecer a maior civilização da história”, declarou ele. “Queremos uma aliança revigorada” e “desejamos que a Europa seja forte”, reforçou.

Em seu discurso, Rubio criticou fortemente a “imigração em massa”, as políticas ambientais que segundo ele prejudicam a população, e o livre comércio que, em sua opinião, enfraqueceu as indústrias europeias e americanas em benefício dos concorrentes.

Ele declarou que os Estados Unidos agirão guiados por uma visão de futuro orgulhosa, soberana e vibrante, tão significativa quanto a herança civilizatória do passado. “Estamos prontos para agir sozinhos se necessário, mas preferimos trabalhar juntos com nossos aliados europeus”, afirmou.

Rubio, de origem cubana e que valorizou sua herança espanhola, enfatizou a importância do controle das fronteiras. “A imigração em massa é uma crise que está mudando e desestabilizando sociedades ocidentais. Recuperar o controle das fronteiras não é xenofobia nem ódio, é exercício fundamental da soberania”, explicou.

Nas ruas de Munique, cerca de 200 mil pessoas protestaram contra o regime iraniano, pedindo sua queda após repressões recentes.

Além disso, Rubio criticou duramente a ONU por sua ineficácia em lidar com os principais desafios globais, como os conflitos em Gaza e Ucrânia e o programa nuclear iraniano. Ele também classificou o líder venezuelano Nicolás Maduro como uma ameaça à segurança e mencionou sua prisão sob acusações de tráfico de drogas.

O discurso marcou uma mudança significativa em relação ao ano anterior, mostrando uma postura mais conciliatória do que a adotada pelo vice-presidente JD Vance. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressou seu alívio e destacou a amizade com Rubio.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que a Europa precisa fazer mais em termos de segurança comum, destacando sua capacidade, mas também suas ineficiências atuais.

Os países da OTAN concordaram em aumentar os gastos militares para que a Europa esteja melhor protegida, cumprindo a solicitação dos Estados Unidos para um continente mais autossuficiente em defesa.

Conflito na Ucrânia

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, reiterou o pedido por armas de defesa aérea mais rapidamente, denunciando os frequentes ataques russos a infraestruturas essenciais. Zelensky acusou Vladimir Putin de ser dominado pela guerra, afastado de uma vida normal.

Negociações para o fim do conflito estão previstas para os dias 17 e 18 de fevereiro em Genebra, mas, segundo Rubio, não está claro se a Rússia está comprometida com a paz.

Zelensky se mostrou disposto a um acordo verdadeiro para garantir a paz e evitar futuras invasões. O presidente Trump também pediu em público para que a Ucrânia avance nas negociações.

Perspectivas venezuelanas

O encontro em Munique também antecipou a participação por videoconferência da vencedora do Nobel da Paz de 2025, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, que continua a buscar apoio internacional para mudanças democráticas no seu país.

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