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Rubio defende união do Caribe contra Venezuela e Cuba

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Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, estará presente na cúpula da Comunidade do Caribe (Caricom), marcada para quarta-feira (25), com o objetivo de promover uma postura unificada em relação à situação na Venezuela e intensificar a pressão sobre Cuba.

Representando os Estados Unidos, Rubio participará do encontro em São Cristóvão e Névis, onde destacará as prioridades do presidente Donald Trump, especialmente no combate à imigração irregular, conforme informado pelo porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott.

O secretário reforçará o compromisso dos EUA em colaborar com os países membros da Caricom para melhorar a estabilidade e o desenvolvimento econômico na região, segundo comunicado oficial.

Desde a operação militar em janeiro, que capturou o líder venezuelano Nicolás Maduro, a resposta dos países caribenhos tem sido cautelosa. Trump tem pressionado a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, para abrir o setor petrolífero e implementar concessões políticas, incluindo anistia para alguns presos.

Embora a maioria dos países do Caribe tenha mantido discrição em suas declarações públicas, Trinidad e Tobago ofereceram apoio logístico à operação e respaldaram as ações militares norte-americanas contra o tráfico de drogas na região.

A Venezuela é vista como fonte de instabilidade, especialmente pelo êxodo causado pela crise econômica no país.

Por outro lado, a postura em relação a Cuba é mais cautelosa. A ilha, não membro da Caricom, mantém relações consolidadas com vários países do bloco. Enfrentando uma grave crise energética causada pelo corte no fornecimento de petróleo da Venezuela, Cuba sofre impactos econômicos significativos.

Ex-senador de origem cubana, Rubio busca o fim do regime comunista vigente desde 1959. Ele está em contato direto com o governo cubano e, conforme reportado pela Axios, negocia com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro.

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, acusou os EUA de tentar provocar uma catástrofe humanitária na ilha.

No encontro da Caricom no ano anterior, a maioria dos países membros não atendeu ao pedido de Rubio para cessar o envio de médicos cubanos, que geram receita importante para Cuba. A Guatemala, contudo, apoiou a suspensão do programa, criticado em Washington como trabalho forçado.

Além disso, a cúpula tratará da delicada situação do Haiti, que enfrenta violência contínua e instabilidade política, após um conselho de transição ter transferido o poder para um primeiro-ministro apoiado pelos EUA, sem previsão concreta de eleições livres.

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