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Rubio se encontra com líderes do Caribe em meio a pressão dos EUA contra Cuba

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Marco Rubio, chefe da diplomacia dos Estados Unidos, participará nesta quarta-feira (25) de uma cúpula regional no Caribe para discutir as preocupações dos líderes caribenhos sobre Cuba, que enfrenta crescente pressão de Washington nas últimas semanas.

Rubio, um político cubano-americano que durante toda sua carreira defendeu o fim do regime comunista de Havana, também busca colaboração sobre os desafios na Venezuela e no conturbado Haiti na cúpula da Comunidade do Caribe (Caricom), que não inclui Cuba.

Após acompanhar o discurso do presidente Donald Trump sobre o Estado da União, Rubio viajou durante a noite para a cúpula em São Cristóvão e Névis, um pequeno país com menos de 50.000 habitantes que foi ex-colônia britânica.

Rubio é o mais alto representante dos EUA a visitar o país, lar de Alexander Hamilton, um dos fundadores dos Estados Unidos.

A política externa do governo Trump foi redirecionada para a região, expressa na “Doutrina Monroe” revisitada, prometendo intervenções contundentes para defender interesses norte-americanos.

Um exemplo foi a operação que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em janeiro. Desde então, a Venezuela, liderada pela ex-vice-presidente Delcy Rodríguez, suspendeu importantes fornecimentos de petróleo para Cuba, prejudicando ainda mais a já grave crise econômica e energética da ilha, afetando transporte e eletricidade.

Na abertura da cúpula, o primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness, alertou que o enfraquecimento de Cuba pode desestabilizar toda a região e gerar uma crise migratória, preocupação central para Trump.

Holness ressaltou: “O sofrimento humanitário não beneficia ninguém. Uma crise prolongada em Cuba não ficará limitada a Cuba.”

Ele destacou que a Jamaica defende a democracia e a livre iniciativa, criticando o modelo comunista cubano, mas pediu que sejam adotadas medidas de alívio para a população cubana.

“A Jamaica apoia um diálogo construtivo entre Cuba e os Estados Unidos em busca de distensão, reforma e estabilidade. Acreditamos que há um espaço maior agora para um acordo pragmático.”

O anfitrião da cúpula, primeiro-ministro de São Cristóvão e Névis, Terrance Drew, também pediu apoio humanitário para a ilha, lembrando que uma Cuba instável afetará toda a região.

Drew, médico formado em Cuba, compartilhou relatos de amigos sobre a escassez de alimentos, apagões e acúmulo de lixo nas ruas, afirmando: “Sinto a dor de quem me acolheu como estudante.”

Desde a revolução comunista de 1959 liderada por Fidel Castro, os Estados Unidos impõem sanções quase contínuas a Cuba.

Embora Rubio tenha suavizado publicamente os pedidos para mudança de governo desde que assumiu como secretário de Estado, o governo americano mantém conversas secretas com Havana.

Trump e Rubio ameaçaram penalizar países que fornecem petróleo a Cuba, mas evitaram implementar medidas mais duras, como a proibição do envio de remessas, pedidas por grupos mais radicais da comunidade cubano-americana.

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