Brasil
Rui Costa diz que encontro de Lula com Vorcaro não atrapalha o presidente
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, declarou nesta segunda-feira (2) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve ser prejudicado por ter se reunido com o proprietário do Banco Master. Para Rui Costa, é importante que o presidente esteja aberto a ouvir diferentes setores da sociedade, inclusive representantes do sistema financeiro.
“Se um presidente quer governar democraticamente, ele precisa manter uma agenda aberta e conversar com diversos segmentos, sejam financeiros, produtivos, sindicatos ou movimentos sociais. A agenda do presidente está cheia desses encontros. Se algum representante cometer equívocos, isso não deve impedir o presidente de governar”, destacou Rui Costa no Congresso Nacional.
Rui Costa acrescentou que o presidente Lula recebe todos os agentes econômicos para tratar de assuntos institucionais, tratando igualmente banqueiros, trabalhadores bancários e representantes sociais.
“Um presidente da República recebe institucionalmente todos os agentes econômicos. O presidente já encontrou diversos presidentes de bancos para discutir temas institucionais, bem como empresários do setor industrial, agronegócio, representantes de entidades sociais como o MST e outros”, explicou o ministro.
Em dezembro de 2024, Lula e o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que à época era diretor de Política Monetária da autarquia, tiveram uma reunião extragenda com o empresário Vorcaro. Na ocasião, Vorcaro expressou sua preocupação sobre a concentração bancária no país, e Lula afirmou que esse assunto deveria ser discutido pelo Banco Central.
Rui Costa preferiu não fazer um julgamento sobre a atuação do Banco Central diante da crise do Banco Master, ressaltando que a entidade é composta por técnicos competentes e que não faria uma avaliação sem conhecer todos os detalhes.
“Lá trabalham profissionais concursados e muito experientes que analisam diariamente a situação financeira de todas as instituições financeiras. Seria inadequado emitir um juízo sem ter os dados essenciais”, afirmou o ministro.
Além disso, Rui Costa disse que o governo não pretende interferir na decisão sobre a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Congresso para investigar as fraudes no Banco Master. O Executivo optou pela apuração administrativa por meio do Banco Central e também das forças policiais, como a Polícia Federal.
“Não acho que o Executivo deva interferir na decisão de montar ou não uma CPI. Essa escolha cabe aos parlamentares, deputados e senadores decidirem o melhor caminho. O governo já escolheu o seu, que é apurar as responsabilidades administrativas via Banco Central e através das polícias investigativas, incluindo a Polícia Federal”, concluiu Rui Costa.

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