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Selic deve ficar em 12,50% no fim de 2026, após aumento por três semanas

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A mediana do relatório Focus indica que a taxa Selic deve permanecer em 12,50% ao fim de 2026, após três semanas seguidas de alta. O mercado está revendo suas projeções sobre o total do ciclo de redução dos juros, diante da valorização dos preços do petróleo por conta dos conflitos no Oriente Médio. Um mês atrás, a expectativa era de 12,0%.

Considerando apenas as 81 previsões atualizadas nos últimos cinco dias úteis, as mais reativas às novidades, a mediana da Selic para o final deste ano também se mantém em 12,50%.

Na reunião de 18 de março, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75%. Foi o primeiro corte em quase dois anos, embora o Copom tenha ressaltado o aumento das incertezas no cenário econômico.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, destacou a baixa previsibilidade durante entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM), na última quinta-feira, 26. Ele afirmou que o “conservadorismo” adotado pelo Banco Central em 2025 visa ganhar tempo para analisar o cenário e avaliar os impactos da alta do petróleo nos preços internos.

“Estamos aprendendo e vamos entender mais até a próxima reunião do Copom. O BC tem a vantagem de tomar decisões a cada 45 dias”, disse Galípolo, enfatizando que a condução da política monetária será cuidadosa.

A projeção para a taxa básica de juros ao fim de 2027 seguiu estável em 10,50% pela 59ª semana consecutiva. Das 80 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a previsão caiu de 10,75% para 10,50%.

A mediana para a Selic ao final de 2028 também permaneceu em 10,0% pela 10ª semana seguida, enquanto a previsão para 2029 cresceu de 9,50% para 9,75%, após 21 semanas de estabilidade.

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