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Semana de Alta-Costura inicia em Paris com novidades da Dior e Chanel

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Após o encerramento dos desfiles masculinos, Paris dá início nesta segunda-feira (26) à Semana de Alta-Costura, destacando a estreia na categoria de Jonathan Anderson para a Dior e Matthieu Blazy para a Chanel.

“São os dois melhores ateliês de costura do mundo. Vão ser os dois grandes momentos” desta edição, comenta à AFP Pierre Groppo, editor-chefe de moda e lifestyle da Vanity Fair France.

Os estilistas já estavam no centro das atenções em outubro, durante a Semana de Moda de Paris, com suas primeiras coleções femininas.

“O ponto interessante será observar como esses dois criadores, provenientes de casas que antes não atuavam na alta-costura, vão se adaptar a essa nova fase”, destaca Groppo.

Ao contrário da tradicional Semana de Moda de Paris, a alta-costura acontece em janeiro, para a coleção de verão, e em julho, para a de inverno, sempre na capital francesa. Essa especialidade francesa apresenta peças únicas, feitas à mão, especialmente para grandes eventos e tapetes vermelhos.

Quase uma semana após seu desfile masculino no Museu Rodin, Anderson mostrará sua coleção de alta-costura no mesmo local.

O designer norte-irlandês de 41 anos, ex-diretor artístico da espanhola Loewe, foi nomeado responsável pelas coleções femininas e de alta-costura em junho, pouco tempo depois de assumir a Dior Homme, tornando-se o primeiro desde Christian Dior a comandar as três linhas da maison, que pertence ao grupo LVMH.

Essa estreia gera grande expectativa, destaca Marc Beaugé, diretor da revista de moda masculina L’Étiquette. Para essa coleção inicial, “ele precisa provar que entende a dimensão do cargo”.

Estreia de Blazy

Também há grande interesse no trabalho do diretor criativo da Chanel, Matthieu Blazy, que realizará sua primeira apresentação de alta-costura na terça-feira, no Grand Palais, próximo à Champs-Élysées.

O franco-belga de 41 anos, nomeado no final de 2024 para a maison, depois de passagem pela Bottega Veneta (grupo Kering), recebeu elogios por sua primeira coleção em outubro.

Outro destaque na semana será a estreia da Armani em alta-costura sem a supervisão do fundador Giorgio Armani, que faleceu em setembro aos 91 anos.

“É sempre um desafio observar como a casa reage em situações assim”, comenta Beaugé, prevendo que não haverá uma grande mudança, mas será interessante ver como a trajetória da marca se desenha sem seu criador histórico, conforme reitera Groppo.

Durante quatro dias, 28 marcas vão apresentar suas criações, começando pela Schiaparelli, que tradicionalmente abre a edição.

A marca italiana Valentino, que recentemente perdeu seu fundador aos 93 anos, também está no cronograma, assim como Elie Saab, Viktor&Rolf e Zuhair Murad.

Outros estilistas, como Julien Fournier, Julie de Libran e Miss Sohee, também mostrarão suas coleções selecionadas.

Em contrapartida, duas maisons históricas, Balenciaga e Jean Paul Gaultier, cujos diretores criativos – Pierpaolo Piccioli e Duran Lantink, respectivamente – foram recentemente nomeados, estarão ausentes nesta temporada.

O designer italiano Giambattista Valli cancelou sua participação poucos dias antes do início dos eventos.

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