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Senado mexicano aprova nova versão simplificada da reforma eleitoral de Sheinbaum

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O Senado do México aprovou nesta quarta-feira (25) uma versão simplificada da reforma eleitoral proposta pela presidente Claudia Sheinbaum, que enfrentava resistência dos seus aliados políticos para avançar com sua agenda.

Chamado de “plano B”, este projeto é uma reformulação da proposta original entregue ao Congresso em março, que foi rejeitada após os partidos aliados Trabalho (PT) e Verde (PVEM) recusarem apoio.

A proposta inicial tinha como objetivo reduzir o orçamento dos partidos e limitar a influência das legendas na escolha direta de seus candidatos para o Parlamento, refletindo alterações constitucionais.

Sem o apoio do PT e do PVEM, Sheinbaum não conseguiu alcançar a maioria qualificada de dois terços necessária para modificar a Constituição.

Na versão revisada, o “plano B” desistiu da tentativa de restringir o controle dos partidos sobre seus candidatos e focou apenas na diminuição dos recursos públicos destinados às legendas.

Graças a esse ajuste, os aliados do partido Morena, liderado por Sheinbaum, apoiaram a reforma: 87 dos 128 senadores votaram a favor, e o projeto foi encaminhado para a Câmara dos Deputados para aprovação final.

O PT condicionou seu apoio à exclusão do “plano B” da proposta de ampliação do prazo para que cidadãos solicitem o referendo para revogação do mandato presidencial, um mecanismo criado pelo ex-presidente Andrés Manuel López Obrador (2018-2024).

Especialistas e opositores sugeriram que essa alteração visava evitar que um possível referendo contra Sheinbaum coincida com as eleições legislativas de 2027, o que poderia influenciar a campanha eleitoral.

A reforma aprovada diminui os gastos do sistema político ao instituir limites para os salários de dirigentes partidários e funcionários eleitorais, além de reduzir o número de cargos burocráticos ligados à representação política.

Além disso, foi estabelecida uma fiscalização mais rigorosa das fontes de financiamento das campanhas eleitorais, por meio de convênios com a Unidade de Inteligência Financeira do Ministério da Fazenda, voltados à investigação de doações suspeitas.

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