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Senador pede CPI para investigar ministros do STF
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou nesta segunda-feira (9) um pedido para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigue os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O requerimento já conta com apoio de 35 senadores, superando em oito o número necessário para que a comissão seja formalmente criada.
A intenção é apurar as condutas dos ministros em relação ao escândalo envolvendo o Banco Master. Entre os apoiadores da CPI, destacam-se vários senadores da oposição, incluindo Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência. Nenhum membro do PT assinou o pedido. O único senador da base governista que se posicionou a favor foi Flávio Arns (PSB-PR).
Segundo Vieira, “O escândalo do Banco Master expôs uma complexa teia de irregularidades financeiras, com impactos diretos no Poder Judiciário, suscitando graves questionamentos sobre a conduta dos ministros que merecem e exigem investigação pelo Parlamento.”
A criação da comissão depende da autorização do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que tem mostrado resistência à instalação da CPI. Existe ainda uma proposta de CPI mista para apurar o mesmo caso, mas sem previsão para início.
Reportagens anteriores destacaram que no dia da prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ele enviou uma mensagem ao ministro Alexandre de Moraes via WhatsApp perguntando se havia novidades sobre bloqueios ou ações contra ele. O ministro respondeu com mensagens que ao serem lidas se apagaram, impossibilitando saber o conteúdo exato.
Mais cedo, o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Moraes, esclareceu que entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 prestou serviços para o Banco Master, produzindo 36 pareceres e realizando 94 reuniões, sem atuar diretamente perante o STF.
Por sua vez, o ministro Dias Toffoli era o relator dos processos envolvendo o Banco Master no Supremo, mas deixou essa função em fevereiro, após a Polícia Federal divulgar mensagens do empresário que mencionavam seu nome. A relatoria foi então transferida ao ministro André Mendonça.

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