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Servidor da Caesb morre em hospital e família descobre que foi homicídio

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A família de João Clemente Pereira, servidor da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), enfrenta uma dor ainda maior após descobrir que a morte dele não foi natural. A filha, Valéria Leal, contou que só na semana passada a polícia informou que a morte está sendo investigada como homicídio. A situação ficou ainda mais difícil quando imagens da investigação foram vazadas, causando grande sofrimento à família.

João Clemente foi internado no Hospital Anchieta, em Taguatinga, no dia 4 de novembro, após sentir tonturas. Ele tinha um coágulo na cabeça e a família foi informada que a cirurgia seria simples, com previsão de cinco dias na UTI para se recuperar. Mas ele não voltou para casa.

Depois da cirurgia, ele ficou sedado e não teve mais contato consciente com a família. A notícia de que a morte é investigada como homicídio causou surpresa, pois a evolução do quadro nunca parecia compatível. A família questiona a atuação do hospital e quer que os responsáveis sejam responsabilizados criminal e civilmente.

Novos casos investigados

A polícia também investiga se outros dois pacientes do Hospital Anchieta podem ter sido vítimas dos mesmos suspeitos. Familiares reconheceram o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo em reportagens. Um dos casos envolve uma mulher de 80 anos e outro um homem de 89 anos, ambos mortos após paradas cardíacas súbitas.

Casos oficiais apurados

Além dessas suspeitas, a polícia já investiga oficialmente três mortes atribuídas a técnicos de enfermagem: João Clemente Pereira, 63 anos; Marcos Raymundo Fernandes Moreira, 33 anos; e Miranilde Pereira da Silva, 75 anos. No caso do Marcos Moreira, a família relata que ele apresentou melhora antes de uma piora súbita e morte.

Os técnicos presos são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, apontado como principal executor, e Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, acusadas de ajudar nas ações. Marcos Vinícius negou o envolvimento inicialmente, mas admitiu após ser confrontado com imagens das câmeras de segurança.

A polícia informou que as vítimas tiveram paradas cardíacas após receberem medicamentos em quantidades não compatíveis com prescrições médicas, e os suspeitos devem responder por homicídio qualificado, com penas de até 30 anos de prisão por crime.

Posicionamentos oficiais

O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal pediu acesso formal aos autos do processo, respeitando o sigilo judicial. Uma ex-técnica de enfermagem do hospital declarou que a unidade sempre teve procedimentos internos reconhecidos e que a comissão de óbitos está comprometida com a segurança dos pacientes.

O Hospital Anchieta afirmou que identificou situações atípicas, iniciou investigação interna em menos de 20 dias, comunicou as autoridades e oferece apoio psicológico às famílias, assegurando o respeito à lei de proteção de dados e sigilo judicial.

A denúncia veio à tona após a Operação Anúbis, que resultou em prisões temporárias e apreensão de materiais eletrônicos. A polícia aguarda laudos para esclarecer os crimes e verificar trocas de mensagens entre os investigados. Novas famílias também procuraram a polícia para relatar mortes suspeitas no hospital.

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