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Sessão da CPMI do INSS é cancelada após empresário apresentar atestado médico

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A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi suspensa na manhã desta segunda-feira, 9, depois que Paulo Camisotti, empresário convocado para depor, apresentou um atestado médico justificando sua ausência. O encontro, inicialmente agendado para as 16h, não ocorreu.

O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), comunicou o cancelamento pela rede social X, destacando que a CPMI não admitirá estratégias para atrasar as investigações, tampouco o uso indevido de atestados médicos para prejudicar o andamento dos trabalhos. Ele ressaltou que medidas legais e regimentais poderão ser aplicadas, inclusive a condução coercitiva, caso necessário.

Mais cedo, a comissão decidiu postergar o depoimento do deputado estadual do Maranhão, Edson Araújo (PSB), que está sendo investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto. Segundo o senador, o deputado passou recentemente por procedimento cirúrgico e ainda não obteve liberação médica para deslocar-se até Brasília. A oitiva será remarcada mediante autorização médica.

Paulo Camisotti é proprietário de uma empresa que, conforme apuração da CPMI, recebeu recursos de uma associação envolvida no esquema de fraudes que acarretou descontos indevidos em benefícios previdenciários. Seu pai, Maurício Camisotti, é apontado como um dos principais responsáveis pela fraude no INSS.

Antes do cancelamento da sessão, Paulo Camisotti conseguiu um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), garantindo seu direito ao silêncio durante depoimentos, decisão emitida pelo ministro Flávio Dino.

Em relação a Edson Araújo, a investigação também inclui sua participação em uma entidade de pescadores que realizava descontos associativos em benefícios do INSS, com suspeita de que o deputado tenha sido beneficiado pelo esquema. Essa acusação foi feita pelo vice-presidente da comissão, deputado Duarte Júnior (PSB-MA).

Posteriormente à denúncia, Edson Araújo enviou mensagens agressivas ao deputado Duarte Júnior via WhatsApp, com ameaças e ofensas.

Em resposta às ocorrências, em novembro do ano passado, a CPMI aprovou a convocação de Edson Araújo e a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telemático para aprofundar as investigações.

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