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Simone Tebet avalia candidatura em SP após convite do PSB e conversa com Lula

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Simone Tebet, ministra do Planejamento, está sendo cortejada por aliados do presidente Lula para disputar uma eleição em São Paulo, estado com o maior Colégio Eleitoral do país, somando 33,5 milhões de eleitores. Ela recebeu uma proposta oficial do PSB para liderar essa candidatura e tem uma reunião agendada com Lula no final do mês para discutir os próximos passos políticos.

Essa possível candidatura significa uma ruptura de Tebet com o MDB, partido ao qual é filiada há 27 anos. O MDB apoia atualmente a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, ambos aliados da chapa presidencial de oposição.

Lula pediu um encontro particular com a ministra quando estiveram juntos recentemente na Cúpula do Mercosul, onde combinaram discutições aprofundadas sobre o cenário eleitoral já para o início de 2026.

Tebet comunicou seu grupo político que apoiará Lula na disputa presidencial e está aberta ao desafio proposto. Aliados do presidente consideram que a ministra tem forte potencial para assumir uma vaga majoritária em São Paulo, seja como candidata ao Senado, vice-governadora, ou até cabeça de chapa, caso nomes como o ministro Fernando Haddad (Fazenda) e o vice-presidente Geraldo Alckmin não aceitem o convite.

A sua postura moderada pode atrair eleitores que tradicionalmente não votam no PT, aumentando a competitividade da chapa.

O PSB já formalizou o convite para Tebet: “Foi feito o convite. Tebet seria muito bem-vinda. Nosso partido deseja crescer no Senado e na Câmara, buscando nomes com projeção nacional”, declarou Caio França, presidente do PSB em São Paulo.

Embora a possibilidade de troca de legenda seja algo que ela descartou anteriormente, aliados admitem essa hipótese, ressaltando que o PT não está nos planos da ministra. Alckmin, integrante do PSB, já manifestou sua satisfação em tê-la no partido.

Tebet tem aproximado-se do PSB, inclusive mantendo diálogo com a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), uma das facilitadoras desse relacionamento.

A decisão final dependerá de Lula e de pesquisas que avaliam a viabilidade eleitoral da ministra, com outros nomes também sendo considerados para a disputa em São Paulo, como Haddad, Alckmin, Márcio França (Empreendedorismo) e Marina Silva (Meio Ambiente). A liderança do PSB nacional, representada por João Campos, também terá papel decisivo se a mudança de partido se confirmar.

Caso Tebet opte por sair do MDB, isso a colocaria em rota contrária ao atual alinhamento do partido, que apoia a reeleição de Tarcísio e do prefeito Ricardo Nunes. O presidente estadual do MDB, Rodrigo Arena, reafirma o compromisso da sigla com esses nomes e ressalta a continuidade dessa aliança.

Entretanto, a ministra mantém uma relação pessoal forte com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, que foi seu principal apoiador na campanha presidencial de 2022. Há também um laço familiar importante, pois o MDB foi o partido de seu pai, Ramez Tebet, que presidiu o Senado e governou o Mato Grosso do Sul.

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