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Simpósio do DF destaca segurança completa no primeiro dia

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O I Simpósio Qualis de Dados e Informações de Segurança Pública, promovido pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), iniciou seu ciclo de debates abordando a segurança completa. O foco principal foi a utilização estratégica dos dados para melhorar as políticas públicas. O evento acontece até o dia 26 de março no Auditório Valdéria da Silva Barbosa, dentro do Complexo da Polícia Civil, reunindo especialistas, gestores, pesquisadores e profissionais de segurança para discutir o 2º Anuário de Segurança Pública do DF.

Organizado pela Subsecretaria de Gestão da Informação (SGI), o simpósio é uma etapa importante no lançamento do anuário e busca fortalecer a governança e o uso do conhecimento aplicado à segurança pública. Os debates ressaltaram a importância dos dados para a elaboração de políticas, analisando fenômenos criminais e avaliando as ações governamentais, destacando o papel da informação qualificada nas decisões.

Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública do DF, destacou que segurança completa requer habilidade analítica e o uso inteligente das informações, não apenas a mera coleta de dados. “Não se trata só de gerar informações, mas de qualificá-las, interpretá-las e usá-las estrategicamente. O simpósio reforça o compromisso do Distrito Federal com uma segurança pública baseada em evidências, integrando inteligência, planejamento e ação”, afirmou. Ele também ressaltou que as políticas devem estar alinhadas à realidade local e às necessidades da população, promovendo uma segurança equilibrada, integrada e corajosa para superar desafios.

Os dados apresentados no 2º Anuário mostram que crimes envolvendo pessoas em situação de rua aparecem tanto como vítimas quanto como autores em alguns casos. Houve um aumento da participação desse grupo em Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) na última década, principalmente em áreas como Plano Piloto, Ceilândia e Taguatinga, exigindo respostas integradas baseadas em dados concretos.

Alexandre Patury, secretário-executivo de Segurança Pública, ressaltou a vulnerabilidade apontada pelos dados e a necessidade de atitudes responsáveis do Estado. “Os dados do anuário mostram uma realidade concreta que precisa ser encarada com responsabilidade. Não é uma percepção, mas evidência técnica que exige resposta imediata. Nosso compromisso é agir com base em dados, responsabilidade institucional e foco na proteção da vida”, declarou.

Um dos temas debatidos foi a limitação do horário das distribuidoras de bebidas, mencionada por Thiago Costa, secretário-executivo de Gestão Integrada. Ele defendeu a medida como uma resposta efetiva a problemas como a desordem urbana e os crimes nos arredores desses locais, convertendo percepções em ações técnicas e integradas entre órgãos.

O secretário-executivo institucional de Políticas de Segurança Pública, Paulo André Vieira Monteiro, afirmou que o simpósio amplia a importância do anuário ao transformar dados em conhecimento aplicado, com a contribuição dos Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg) para diagnósticos mais precisos.

Ainda é possível se inscrever para as próximas discussões, que incentivam a troca de experiências e a criação de soluções inovadoras baseadas em evidências.

*Com informações da Agência Brasília

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