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Síria e curdos ampliam cessar-fogo, dizem fontes

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O governo da Síria e os grupos curdos acordaram em prolongar o cessar-fogo, que venceria na noite deste sábado (24), conforme informado por fontes de ambos os lados à AFP.

O acordo inicial, que duraria quatro dias e foi declarado na última terça-feira, tem sido amplamente respeitado, apesar da pressão das forças governamentais no nordeste do país, onde atuam os curdos.

Uma autoridade do governo sírio, que preferiu não se identificar, revelou que a extensão pode durar até um mês para possibilitar a transferência de detidos ligados ao grupo extremista Estado Islâmico para o Iraque.

Uma fonte diplomática em Damasco confirmou que o prolongamento do cessar-fogo será, no máximo, por um mês.

Até o momento, não houve um comunicado oficial anunciando essa decisão.

Por sua vez, uma fonte ligada às negociações curdas disse à AFP que o cessar-fogo será mantido até que se encontre uma solução política satisfatória para as duas partes, sem especificar um período definido.

O governo sírio, que busca reafirmar seu controle em todo o território nacional, divulgou no domingo um acordo com os curdos para integrar suas entidades governamentais e militares dentro do Estado.

Conforme esse pacto, os curdos devem apresentar um plano para incorporar sua região à administração central, o que representa um revés para suas aspirações de autonomia, após terem estabelecido uma administração autônoma no norte e nordeste durante o conflito civil entre 2011 e 2024.

As Forças Democráticas da Síria (FDS), formadas em grande parte por curdos, enviaram uma proposta a Damasco por meio do representante dos Estados Unidos para a Síria, Tom Barrack, conforme informado por uma fonte curda à AFP.

Segundo tal fonte, o documento inclui a condição de que o governo controle as fronteiras e que a receita gerada nessas passagens, bem como a proveniente do petróleo, seja destinada às áreas de maioria curda.

Expulsas de Aleppo no início de janeiro após intensos combates, e posteriormente das províncias de Raqqa e Deir ez-Zor nesta semana, as FDS recuaram para Hasakah.

As tropas do presidente interino da Síria, Ahmed al-Sharaa, foram deslocadas para a região em uma tentativa de estabelecer sua autoridade em todo o país, após a saída do ex-presidente Bashar al-Assad no final de 2024.

Os confrontos recentes aumentaram a apreensão sobre os campos que abrigam prisioneiros do Estado Islâmico, até então sob custódia das forças curdas.

O exército sírio retomou o controle do acampamento de Al-Hol, a maior instalação de detenção para familiares de jihadistas, enquanto os Estados Unidos iniciaram a transferência desses prisioneiros para o Iraque.

O povo curdo, que não possui um país próprio, está distribuído entre Síria, Turquia, Iraque e Irã.

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