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Síria e Israel criam grupo conjunto com mediação dos EUA para diminuir conflitos
O governo da Síria e Israel concordaram em estabelecer um grupo conjunto, supervisionado pelos Estados Unidos, destinado a trocar informações e buscar a redução das tensões militares na região, conforme comunicado oficial divulgado pelos três países.
Segundo o comunicado emitido pelo Departamento de Estado após reuniões em Paris, Síria e Israel estão dedicados a alcançar “acordos de segurança e estabilidade duradouros para ambos os países”.
“As partes optaram por criar um mecanismo integrado de comunicação — uma célula conjunta — para facilitar a coordenação contínua e imediata no compartilhamento de informações, redução das operações militares, diálogo diplomático e exploração de oportunidades comerciais, sob a supervisão dos Estados Unidos”, explicou o comunicado.
“Esse mecanismo terá a função de resolver rapidamente conflitos e prevenir mal-entendidos”, acrescenta o texto.
Participando das negociações em Paris, sob liderança dos EUA, esteve Asaad al Shaibani, chefe da diplomacia síria.
Essas conversas, as primeiras desde setembro, buscavam um acordo de segurança entre os países vizinhos, que tecnicamente permanecem em estado de guerra.
Desde que Bashar al Assad foi deposto há um ano, dando lugar a uma coalizão islamista, Israel realizou diversos bombardeios e operações militares dentro da Síria.
Após a tomada do poder pelos novos líderes islamistas em dezembro de 2024, foram iniciados contatos de alto nível com Israel, sob mediação americana, para a formalização de um acordo de segurança.
As últimas reuniões, realizadas em setembro, enfrentavam resistência devido à posição israelense que exigia a criação de uma zona livre de militares no sul da Síria.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, demanda a desmilitarização da faixa territorial síria que vai do sul de Damasco até a linha de demarcação estabelecida em 1974, após o conflito árabe-israelense de 1973.
Durante o último ano, Israel intensificou suas ações incluindo bombardeios e incursões militares no território sírio, além de posicionar tropas na área das Colinas de Golã, uma região que foi anexada por Israel, mantendo um controle rigoroso da linha divisória com o restante da Síria.

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