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Soldado agredida pelo capitão da PM tem agressor promovido

O oficial da Polícia Militar Mário Célio Cristiano Gomes Júnior, que foi denunciado por invadir a residência de uma soldado e agredi-la, foi promovido ao posto de major. A promoção foi oficializada em decreto emitido pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e ocorreu na última segunda-feira (27/9).
Essa promoção aconteceu com base no critério de tempo de serviço. Juntamente com Mário Célio, outros 240 oficiais receberam suas respectivas promoções de patente.
Segundo informações divulgadas, o então capitão teria ido até a casa da sua parceira, Thaynara Júnia, também integrante da corporação, arrombado o portão e iniciado a agressão na presença da filha da vítima, uma criança de 8 anos.
Durante o ocorrido, o policial teria lançado diversos xingamentos contra a mulher, a quem acusava de infidelidade. Além disso, ele tentava obter acesso às mensagens no celular da vítima.
Mário Célio teria puxado a companheira pelos cabelos e desferido vários socos e empurrões. Posteriormente, ele a levou ao Pronto Socorro Cruz Azul, onde ela recebeu atendimento médico. Na unidade de saúde, a soldado relatou as agressões à enfermeira, que comunicou a polícia.
Após esses fatos, Thaynara obteve uma medida protetiva judicial contra o capitão, que agora está proibido de se aproximar a menos de 200 metros dela, bem como de fazer qualquer contato pelas redes sociais. A juíza Joanna Palmieri Abdallah, da Vara da Mulher Brasileira, considerou o depoimento da vítima consistente e crível.
Tentativas de contato com o capitão Mário Célio para esclarecimentos não tiveram sucesso até o momento.
Em esclarecimento à imprensa, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso está sendo investigado por meio de inquérito policial conduzido pela 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e que foi encaminhado à justiça. Além disso, a autoridade policial requisitou, com urgência, a aplicação da medida protetiva para garantir a segurança da vítima. A Polícia Militar mantém o acompanhamento do processo judicial para assegurar que sejam tomadas as providências necessárias.

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