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Starmer explica por que Reino Unido não entrou nos ataques ao Irã após críticas de Trump

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O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, defendeu nesta segunda-feira (2) no Parlamento a sua escolha de não envolver o Reino Unido nos ataques iniciais dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, apesar das críticas do presidente americano Donald Trump.

Donald Trump expressou sua insatisfação com a decisão de Starmer de recusar o uso das bases militares britânicas para apoiar a ofensiva contra o Irã, que começou no sábado.

Starmer destacou que sua responsabilidade é avaliar o que serve melhor aos interesses do Reino Unido. Inicialmente, recusou qualquer participação, mas depois concordou, no domingo, em permitir o uso das bases para um papel defensivo específico, após um ataque iraniano com mísseis que ameaçou os cidadãos e interesses britânicos.

O premiê enfatizou a importância de fundamentar qualquer ação em base legal sólida, que seja acompanhada de um plano estratégico e que proteja o interesse nacional.

Uma base aérea britânica em Chipre sofreu um ataque de drone iraniano, e outros drones foram interceptados, conforme informado pelo governo britânico. Starmer esclareceu que as bases no Chipre não são usadas por aviões americanos para bombardeios, e que os ataques não foram uma resposta às decisões britânicas.

No domingo, o Reino Unido permitiu que os EUA utilizassem suas bases para ataques defensivos contra mísseis iranianos, mas o secretário de Estado para o Oriente Médio, Hamish Falconer, deixou claro que o Reino Unido não está em guerra.

Donald Trump criticou a demora de Starmer em autorizar o uso da base militar de Diego Garcia, no oceano Índico, em entrevista ao jornal britânico The Daily Telegraph.

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