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STJ investiga nova denúncia de assédio contra ministro Marco Buzzi
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) iniciou uma investigação sobre uma segunda acusação de importunação sexual envolvendo o ministro Marco Buzzi. Ele apresentou uma licença médica nesta terça-feira e solicitou afastamento por 90 dias.
Essa nova denúncia foi protocolada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A vítima já foi ouvida pela Corregedoria Nacional de Justiça.
Uma reunião com os ministros do STJ será realizada para decidir se esta nova investigação será conduzida separadamente ou unificada com a sindicância já em curso referente à primeira denúncia. Também será deliberado o afastamento do ministro, mesmo considerando sua licença médica.
A defesa do ministro afirma, em nota, que Marco Buzzi não cometeu nenhum ato impróprio, o que será esclarecido nos processos existentes.
Os representantes legais do magistrado ressaltam que o vazamento prematuro de informações não verificadas, fora dos canais oficiais, busca prejudicar o processo legal e influenciar decisões futuras. Eles também comentam que ainda não tiveram acesso aos autos, apesar de já terem solicitado habilitação.
O CNJ divulgou que continua suas diligências e já abriu nova reclamação disciplinar para investigar os fatos recentes. Ressaltaram que os procedimentos são sigilosos para proteger a privacidade das partes envolvidas.
A primeira acusação veio de uma jovem de 18 anos que relatou ter sido vítima do ministro durante férias na residência dele em Santa Catarina. Após o relato, a vítima prestou depoimento confirmando o ocorrido.
O STJ iniciou uma sindicância para apurar a conduta de Marco Buzzi, que havia solicitado licença médica de 10 dias após a revelação da primeira denúncia.
Conforme a primeira acusação, o episódio teria acontecido em 9 de janeiro, quando uma jovem, filha de amigos do ministro, estava no mar e ele teria tentado agarrá-la repetidamente. A família registrou boletim de ocorrência em São Paulo e deixou a casa imediatamente.
A comissão responsável pela sindicância reunirá e avaliará os documentos e depoimentos já produzidos em outras instâncias, incluindo boletim de ocorrência e processos administrativos, antes de decidir os próximos passos.

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