Economia
Sudene libera R$ 152,4 milhões para a Transnordestina e acelera infraestrutura no Nordeste
A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) autorizou o repasse de R$ 152,4 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para dar continuidade às obras da Ferrovia Transnordestina. Esse aporte confirma o compromisso do Governo Federal em seguir com o cronograma de um dos projetos mais importantes para fortalecer a economia do Nordeste.
A liberação do recurso foi aprovada pela Diretoria Colegiada da Sudene, em reunião realizada na manhã desta quinta-feira (19). Este montante faz parte de uma parcela contratual de R$ 1 bilhão, sendo que R$ 806 milhões já haviam sido liberados anteriormente.
Segundo o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, a Transnordestina é fundamental para o desenvolvimento da região:
“Este é um projeto prioritário para o Governo do Brasil, gerando impacto direto na dinamização dos setores produtivos, na criação de empregos e no aumento da renda no Nordeste.”
Heitor Freire, diretor de Gestão de Fundos e Incentivos Fiscais da Sudene, explicou que a concessionária Transnordestina Logística S.A. (TLSA) apresentou as comprovações física, financeira e contábil da execução das obras, devidamente atestadas pelo agente operador do FDNE, o Banco do Nordeste.
Com extensão superior a 1,2 mil quilômetros, a ferrovia conectará Eliseu Martins, no Piauí, ao Complexo do Pecém, no Ceará, criando um corredor logístico crucial para escoar a produção regional. A Sudene é uma das principais financiadoras da obra, através do FDNE, e planeja investir R$ 7,4 bilhões no projeto até 2027. Com este novo aporte, já foram liberados R$ 6,6 bilhões do total, incluindo R$ 800 milhões provenientes do antigo Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor).
Atualmente, a Transnordestina tem 100% de sua execução contratada. Recentemente, foram assinadas ordens de serviço para os lotes 9 (Baturité–Aracoiaba, 46 km) e 10 (Aracoiaba–Caucaia, 51 km), que são os trechos mais complexos e essenciais para concluir a primeira fase do projeto.
De acordo com a TLSA, espera-se que mais 100 quilômetros da ferrovia, dos 326 quilômetros em obras, sejam entregues até abril deste ano. O próximo trecho a ser finalizado liga Piquet Carneiro a Quixeramobim, com 51 quilômetros. Mais de cinco mil trabalhadores participam da construção. A ferrovia já está em fase de testes no transporte de cargas como milho, milheto, sorgo, calcário agrícola e gipsita, evidenciando o potencial logístico e econômico do projeto.

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