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Suíça lembra vítimas de incêndio em minuto de silêncio
A população da Suíça realizou um minuto de silêncio nesta sexta-feira (9) para prestar homenagem às vítimas do incêndio em um bar na estação de esqui de Crans-Montana, que resultou em 40 mortes e 116 feridos na noite de Ano-Novo.
A pedido do governo da Confederação e das autoridades religiosas, o momento de silêncio foi seguido por cinco minutos de toque de sinos nas igrejas em todo o país.
Em vários locais da Suíça, como Genebra, Sion e Zurique, o minuto de silêncio foi respeitado em empresas, órgãos públicos, escolas e também nas ruas, onde algumas pessoas pararam ao ouvir os sinos.
A principal homenagem aconteceu na cidade de Martigny, no cantão do Valais, reunindo cerca de 1.000 participantes, entre eles os presidentes da França e da Itália, Emmanuel Macron e Sergio Mattarella, cujos países tiveram vítimas na tragédia.
A cerimônia foi transmitida em telões na estação de Crans-Montana, coberta por uma espessa camada de neve, onde moradores e turistas acompanharam ao vivo, muitos emocionados.
“Nosso país está profundamente abalado por essa tragédia”, declarou o presidente suíço, Guy Parmelin, durante o evento. “Homenageamos a memória dos falecidos e estamos solidários com aqueles que enfrentam um longo processo de recuperação.”
Em seu discurso, o mandatário também pediu que o sistema judiciário “apure os erros e aplique as punições sem demora ou indulgência”. “Essa é uma obrigação moral e um dever do Estado”, ressaltou.
De forma alinhada, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou em Roma que “os responsáveis devem ser identificados e julgados. O que ocorreu em Crans-Montana não foi uma tragédia casual, mas consequência da negligência de muitos”.
Os investigadores têm a missão de esclarecer as responsabilidades dos proprietários franceses, Jacques e Jessica Moretti, que foram interrogados nesta sexta-feira pelo Ministério Público em Sion, a capital regional.
Fontes próximas ao caso informaram que ambos foram colocados em prisão preventiva.
A causa do incêndio levanta muitas dúvidas e controvérsias, especialmente pelo fato de que o bar não passava por inspeção desde 2019.

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