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Suíços lidam com difícil missão de identificar vítimas de incêndio
As autoridades começaram na sexta-feira (2) o doloroso trabalho de reconhecer os corpos carbonizados em um fogo que queimou um bar cheio, resultando na morte de cerca de 40 pessoas durante uma festa de Ano Novo na estação de esqui suíça de Crans-Montana.
Emanuele Galeppini, um jovem jogador de golfe italiano de 16 anos residente em Dubai, foi a primeira vítima de nacionalidade italiana a ser confirmada.
As queimaduras sofridas pela maioria dos jovens que estavam no bar Le Constellation foram tão severas que as autoridades suíças declararam que pode demorar alguns dias até que todas as vítimas do incêndio, que também deixou mais de 100 feridos, muitos em estado grave, sejam identificadas.
Familiares de pessoas desaparecidas buscavam notícias de seus entes queridos, enquanto as embaixadas estrangeiras trabalhavam para saber se seus cidadãos estavam entre as vítimas dessa das piores tragédias da Suíça contemporânea.
“Estou procurando meu filho há 30 horas. A espera é insuportável”, contou Laetitia, mãe de Arthur, de 16 anos, à BFM TV, expressando seu desespero para descobrir se ele estava vivo ou morto, e onde ele se encontrava.
“Se ele está hospitalizado, não sei em qual hospital. Se ele está no necrotério, não sei qual necrotério. Se está vivo, ele está sozinho e eu não posso estar ao seu lado.”
As autoridades alertaram que reconhecer as vítimas ou determinar o número exato de mortos levará tempo, pois muitas vítimas estavam gravemente queimadas.
“Todo esse processo é necessário porque a informação é muito delicada e terrível, e nada pode ser informado às famílias sem 100% de certeza”, disse Mathias Reynard, chefe do governo do cantão de Valais. Ele informou que especialistas estão utilizando análises dentárias e de DNA para confirmar as identidades das vítimas.
A causa do incêndio ainda não foi confirmada. As autoridades suíças afirmaram que é provável que tenha sido um acidente, não um atentado.


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