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Superiate afundado na Itália que matou bilionário e seis pessoas é retirado do mar para perícia

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O iate de luxo que afundou na costa da Sicília no ano anterior, causando a morte de sete pessoas, incluindo o magnata da tecnologia britânico Mike Lynch, foi retirado do fundo do mar e levado para o porto de Termini Imerese, na mesma região.

Fotografias revelam que o topo branco e a estrutura azul do iate “Bayesian” estavam cobertos por algas e lama. A embarcação foi retirada por uma plataforma-guindaste na área portuária de Porticello, onde estava ancorada quando uma tempestade violenta atingiu a costa em 19 de agosto de 2024, provocando seu naufrágio.

Após ser içado de aproximadamente 50 metros de profundidade e transportado para Imerese, o Bayesian foi movido para a costa e posicionado em um berço de aço especialmente construído para ele, conforme reportado pela CNN.

A operação complexa durou três dias e foi concluída nesta segunda-feira. O mastro de 72 metros foi cortado para permitir que o Bayesian fosse colocado quase na vertical antes de ser puxado para a superfície. Ele será removido do mar posteriormente.

O iate ficará agora disponível para que os investigadores realizem exames adicionais para ajudar a determinar as causas do desastre. Um relatório preliminar divulgado no mês anterior indica que a embarcação foi derrubada de forma abrupta por ventos extremos, de até 130 km/h. O Bayesian teria tombado a 90 graus em menos de 15 segundos.

Durante o andamento das investigações, múltiplas fontes mencionaram à CNN preocupações de que as informações contidas nos cofres do iate possam atrair o interesse de autoridades estrangeiras.

Esta suspeita surgiu dos procuradores italianos responsáveis pela investigação. Fontes próximas às apurações e à operação de resgate relataram que o Bayesian pode conter dados altamente confidenciais relacionados a serviços de inteligência ocidentais, visto que o bilionário Mike Lynch, anfitrião da viagem, tinha associações com agências de inteligência britânicas, americanas e outras por meio de suas empresas, incluindo a de segurança cibernética, Darktrace. O navio é propriedade da esposa de Lynch, Angela Bacares.

Além de Mike Lynch e dos dois casais — Jonathan e Judy Bloomer e Chris e Neda Morvillo —, também faleceram na tragédia a filha do bilionário, Hannah Lynch, e o cozinheiro do veleiro, Ricardo Thomas.

A Darktrace, fundada por Lynch, foi vendida em abril para a empresa de private equity Thoma Bravo, de Chicago. Ao longo da sua carreira, Lynch foi conselheiro dos primeiros-ministros britânicos David Cameron e Theresa May em temas de ciência, tecnologia e segurança cibernética. Sob anonimato, um trabalhador ligado à operação de resgate disse à CNN que as autoridades acreditam que o Bayesian possui cofres estanques contendo dois discos rígidos altamente criptografados, armazenando informações confidenciais, incluindo senhas.

Sobreviventes mencionaram aos investigadores que Lynch não confiava em serviços na nuvem e mantinha dados em compartimentos seguros dentro do iate em suas viagens, conforme declarado por uma fonte à CNN.

A polícia local temia que criminosos tentassem acessar os destroços à procura de joias e objetos valiosos a bordo. A principal preocupação é que dados sensíveis possam ser capturados por autoridades estrangeiras, especialmente da Rússia e China. Assim, promotores e mergulhadores pediram vigilância subaquática e monitoramento da região até que o iate fosse recuperado.

“Um pedido oficial foi aceito e implementado para garantir a segurança dos destroços até sua recuperação”, confirmou à CNN um representante da autoridade de proteção civil da Sicília.

O iate, com bandeira do Reino Unido e nome Bayesian, foi atingido por um tornado durante uma tempestade abrupta e violenta. A bordo estavam 22 pessoas, incluindo 10 tripulantes e 12 passageiros das nacionalidades britânica, americana e canadense.

Construído em 2008 pela italiana Perini Navi, o iate possuía um dos maiores mastros do mundo, de 75 metros em alumínio. Era oferecido para aluguel por até R$ 1,1 milhão por semana, acomodando 12 passageiros e tripulação em camarotes luxuosos.

Segundo o jornal americano New York Post, o iate recebeu vários prêmios por seu design interno elegante e foi vendido ao proprietário original por aproximadamente US$ 40 milhões, cerca de R$ 220 milhões na cotação atual.

De acordo com os sites Charter World e Yacht Charters, o iate contava com uma superestrutura de alumínio, convés de teca, dois motores a diesel de 8 cilindros e tanques de água doce com capacidade para 14 mil litros. O interior apresentava um estilo minimalista em madeira clara com influências japonesas, projetado pelo designer francês Rémi Tessier.

Anteriormente chamado de Salute, quando navegava sob bandeira holandesa, o veleiro estava ancorado no porto de Porticello quando a forte tempestade provocou seu naufrágio.

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