Brasil
Suspeitos de estupro coletivo em Copacabana continuam no país, diz delegado
O delegado Ângelo Lages, responsável pela 12ª DP (Copacabana), declarou que a Polícia Federal confirmou que os dois indivíduos procurados por acusação de estupro coletivo em Copacabana não deixaram oficialmente o território nacional. De acordo com o delegado, os defensores legais dos acusados informaram que eles se apresentarão à polícia até quarta-feira, dia 4.
Na manhã de terça-feira, dois dos suspeitos se entregaram: Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, compareceu à delegacia acompanhado por seu advogado, onde o mandado de prisão foi cumprido. Já no início da tarde, João Gabriel Xavier Bertho, também de 19 anos, se apresentou na 10ª DP (Botafogo).
Além destes, outros dois homens foram formalmente acusados de estupro coletivo qualificado — já que a vítima é menor de idade — e cárcere privado. Tratam-se de Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos com 18 anos, e que podem receber penas de até 18 anos de cadeia. A quinta pessoa envolvida, de acordo com a polícia, é um adolescente de 17 anos, que já manteve um relacionamento com a vítima.
Segundo as apurações da 12ª DP (Copacabana), o menor teria levado a jovem até o apartamento onde o crime aconteceu, estando seu caso sob investigação da Vara da Infância e Juventude.
Foi este adolescente que, conforme o relatório policial, enviou uma mensagem via WhatsApp para a vítima por volta das 18h do dia 31 de janeiro, convidando-a para ir ao imóvel em Copacabana. Ele comentou que mais dois amigos estariam presentes e sugeriu que ela levasse uma amiga. A jovem disse que não tinha companhia e acabou indo sozinha.
Os dois se encontraram na portaria, e no elevador ela ouviu dele uma insinuação sobre fazer algo diferente. Ela deixou claro que não havia consentimento para tal. Já no apartamento, estavam presentes Vitor Hugo — membro da família proprietária do imóvel, que é alugado ocasionalmente — e Mattheus Veríssimo Zoel Martins. A presença de João Gabriel Xavier Bertho e Bruno Allegretti também foi confirmada.
Após as apresentações, dois adolescentes dirigiram-se a um quarto para ficarem juntos. Quando começavam a se beijar, Mattheus entrou no cômodo sob o pretexto de pegar seu celular e saiu logo depois. Assim que os dois iniciaram uma relação íntima, conforme o depoimento da vítima, o quarto foi invadido por três dos adultos que somente assistiam e faziam comentários desrespeitosos. Mattheus tocou o seio da jovem, que protestou, e os três saíram do quarto momentaneamente. Porém, logo retornaram, todos os quatro maiores de idade, e a situação evoluiu para um estupro coletivo, conforme relatado à polícia.
De acordo com a declaração da vítima, Mattheus — ex-aluno do colégio Intellectus (unidade Botafogo), onde se formou em 2024, e atleta do S.C. Humaitá na categoria sub-20, segundo a Liga Niteroiense de Desportos — foi o primeiro a se aproximar e tocá-la, além de ser o primeiro a tirar a roupa, ação que os demais suspeitos imitaram, deixando a vítima paralisada. Ao sair, a jovem ouviu dele o comentário de que da próxima vez deveria levar uma amiga bonita como ela.

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