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Tarcísio critica governo Lula por desconectar do povo
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez nesta quinta-feira (26) uma série de críticas ao governo federal durante discurso no Palácio dos Bandeirantes. Segundo o chefe do Executivo paulista, a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depende de narrativas e perdeu o contato direto com a população.
No evento, Tarcísio anunciou um investimento de R$ 159 milhões para oferecer 12,5 mil novas Cartas de Crédito Imobiliário (CCI) por meio do programa Casa Paulista. Essa política habitacional do Estado tem sido criticada publicamente por Lula, que acusou o governador de copiar medidas das gestões anteriores de Geraldo Alckmin (PSB), atual vice-presidente da República. O presidente também declarou que o Casa Paulista teria sido estruturado para eliminar a marca Minha Casa Minha Vida e diminuir a participação do governo federal nos projetos, uma avaliação que o governador rejeitou em seu discurso.
“Não gostaria de estar no lugar deles. Provavelmente estão fazendo pesquisas agora, se perguntando: ‘o que fazemos?’ Porque nenhuma narrativa que tentam impor funciona, não está dando certo”, afirmou Tarcísio. “Vão perder? Com certeza! Devem estar pensando: ‘qual é o próximo passo?’ Nós precisamos focar no que estamos realizando atualmente.”
Comentando sobre a situação da favela do Moinho, o governador criticou as barreiras criadas no processo de reassentamento e questionou a lógica de dificultar ações para retirar famílias de condições precárias. Para ele, entregar resultados concretos faz mais sentido e cria uma conexão maior com a população. Nesse contexto, reafirmou que os adversários políticos perderam o contato com o povo.
“Estou acostumado com as narrativas deles, mas isso realmente me incomoda. Quem não tem realizações concretas precisa se apoiar em ilusões e propaganda”, declarou o governador. “O problema é que as pessoas já não se identificam mais com essas propagandas e esses políticos não entendem o que está no coração da população.”
Tarcísio destacou que há uma tentativa de associar sua administração a certas narrativas ao enfatizar operações de crédito como se fossem favores do governo federal, enquanto na verdade são obrigações regulares. Ele também criticou autoridades federais que enfatizam financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em inaugurações, argumentando que a União não participou do planejamento, execução ou dos riscos dos projetos, limitando-se a conceder crédito ao parceiro privado.
O governador acrescentou que, sem o banco público, os projetos poderiam ser financiados por bancos privados ou instituições multilaterais, e ressaltou que não é razoável atribuir protagonismo ao governo federal em iniciativas sustentadas com recursos do FGTS, que vêm do trabalhador.
“A participação do Minha Casa Minha Vida em relação às construções da iniciativa privada está diminuindo no Estado de São Paulo”, explicou Tarcísio. “Avançamos na viabilização dos empreendimentos com o nosso esforço. Muitas vezes, 70%, 80% ou até 90% das obras só se concluem graças ao subsídio do Estado de São Paulo. Sem esse apoio, os projetos não seriam viáveis.”


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