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Tarcísio critica papel do Brasil na saída de Maduro
Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, criticou a forma como o Brasil tem lidado com o governo de Nicolás Maduro na Venezuela, comandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, o Brasil poderia ter colaborado para uma transição democrática no país vizinho, mas acabou se mostrando sem importância, tratando Maduro como aliado e não como ditador.
O governador comentou que o Brasil tinha a chance de conduzir a saída de Maduro de maneira mais gradual em comparação com a intervenção americana em Caracas. Ele reconheceu que embora os métodos usados possam ser questionados, algo precisava ser feito para mudar a situação.
Tarcísio afirmou ainda que o apoio dado a Maduro pelo Brasil vai contra o desejo da América do Sul e criticou a omissão dos países da região diante da situação na Venezuela, relacionando o declínio do país com os governos do PT no Brasil.
Ele também descreveu o governo de Maduro como um regime prejudicial para a América do Sul e seus países vizinhos. Depois dos acontecimentos recentes, Tarcísio enfatizou que agora cabe ao Brasil, que esteve ausente no processo, ajudar a Venezuela a se reconstruir politicamente e economicamente.
O governador espera que o Brasil tenha uma postura prática para reconhecer o novo governo legítimo que deverá se formar na Venezuela em breve.
Lula, por sua vez, condenou a intervenção americana, chamando-a de desrespeito à soberania e um precedente perigoso, pois semanas antes havia oferecido o Brasil como mediador para resolver a crise por meios diplomáticos.
Em suas redes sociais, Tarcísio compartilhou um vídeo em que celebra a prisão de Maduro pelos EUA, chamando o momento de símbolo importante para a luta contra a ditadura venezuelana que causou sofrimento e restrições para o povo do país, e destacou que isso só foi possível pela conivência e apoio de quem considerava Maduro um aliado.
Essa atitude provocou críticas da ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que denunciou o discurso de Tarcísio como cinismo e um apoio às ideias do bolsonarismo, ao relativizar a soberania nacional e celebrar uma intervenção estrangeira.
Gleisi Hoffmann ressaltou que Tarcísio já apoiou medidas polêmicas como o tarifaço dos EUA contra o Brasil, a anistia a golpistas e a traição política, considerando suas acusações contra Lula como exageradas e incoerentes.

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