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Tarcísio se encontra com ministros do STF para pedir prisão domiciliar de Bolsonaro
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chega a Brasília na tarde desta quarta-feira (18) com a intenção de fortalecer a mobilização dos apoiadores de Jair Bolsonaro em favor da concessão da prisão domiciliar para o ex-presidente. A visita acontece após diversas conversas realizadas por representantes do grupo com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio à hospitalização do ex-presidente desde segunda-feira devido a uma pneumonia.
Nos bastidores, especialistas avaliam que a presença de Tarcísio na capital federal cria uma nova oportunidade de diálogo direto com o tribunal. Segundo fontes, o governador terá reuniões agendadas com ministros do STF durante a quinta-feira, incluindo Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Luiz Fux e Edson Fachin. Também há expectativa de que ele tente contato com o ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso e pela eventual decisão sobre o regime de prisão. Tarcísio optou por não comentar sobre sua agenda.
A iniciativa ocorre depois que o próprio governador manteve ligações telefônicas com ministros nos últimos dias, segundo relatos de aliados. Agora, a estratégia é retomar essas conversas presencialmente, reforçando que o estado de saúde do ex-presidente justifica a concessão da prisão domiciliar por motivos humanitários.
Este avanço faz parte de um movimento mais amplo do grupo próximo a Bolsonaro, que tem buscado ministros do Supremo para informar sobre a hospitalização e solicitar a revisão das condições da prisão. Para os aliados, o quadro de pneumonia aumentou a possibilidade de sensibilizar a corte.
Na terça-feira, os advogados do ex-presidente se reuniram com Alexandre de Moraes para formalizar um novo pedido de prisão domiciliar por razões humanitárias. O encontro contou com a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também tem atuado nas negociações.
“Formalizamos um novo pedido de prisão domiciliar humanitária e apresentamos nossas preocupações. Foi uma conversa direta e objetiva, e ele se comprometeu a avaliar”, explicou Flávio.
Além disso, auxiliares do governador ressaltam que a viagem inclui compromissos institucionais, entre eles discutir ações judiciais relacionadas à Sabesp, tema que mantém o governo paulista em contato frequente com o STF.
Tarcísio deve participar ainda, na noite de quarta-feira, de um jantar com Flávio Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O encontro visa alinhar os próximos passos da estratégia jurídica e política em torno da situação do ex-presidente.
Além da mobilização no STF, a reunião deve abordar a reformulação da agenda eleitoral do grupo para 2026. Entre os temas está a apresentação do plano de governo, que estava em preparação e pode ser adiada devido ao bom desempenho de Flávio nas pesquisas. Membros do PL sugerem ajustar o timing da divulgação, sem pressa para lançar o projeto.
Outro ponto delicado é a composição política em São Paulo. Tarcísio tem expressado a intenção de manter Felicio Ramuth (PSD) como vice-governador e resiste à pressão do PL para indicar André do Prado, presidente da Alesp.
Alguns integrantes do partido tentam ampliar a participação na chapa, defendendo a filiação de Ramuth e a indicação de Eduardo Bolsonaro como suplente do secretário e deputado Guilherme Derrite (PP) para eventual disputa ao Senado — uma ideia que enfrenta resistência no entorno do governador devido aos riscos jurídicos e políticos, já que Eduardo está fora do país.
A respeito da segunda vaga para o Senado, a questão ainda está em aberto. Valdemar Costa Neto chegou a viajar aos Estados Unidos para negociar diretamente com Eduardo Bolsonaro, mas retornou sem decisão. Nos bastidores, circulam nomes como Mário Frias, Marco Feliciano, o empresário Renato Bolsonaro (irmão do ex-presidente) e o vice-prefeito paulistano Mello Araújo como possíveis candidatos.

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