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Temer critica escola de samba por bajular Lula e abandonar crítica social

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O ex-presidente Michel Temer (MDB) divulgou uma nota nesta segunda-feira onde critica a escola de samba Acadêmicos de Niterói, que apresentou um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Temer, a escola deixou de lado a crítica social para fazer uma “bajulação na Sapucaí”.

Temer também demonstrou descontentamento com a forma como foi representado. A escola, que abriu o desfile do Grupo Especial no Rio de Janeiro no último domingo (15), levou um carro alegórico que mostrava um integrante caracterizado como o ex-presidente, arrancando a faixa presidencial de Dilma Rousseff para colocá-la em si mesmo. Dilma foi alvo de impeachment em 2016, resultando na perda de seu mandato. Na época, Temer era seu vice e assumiu a presidência.

Ele afirmou que, como o samba é um espaço para criatividade e fantasia, não faz sentido exigir rigor histórico em um enredo ou criticar a substituição da crítica social pela bajulação na avenida.

No entanto, Temer apontou problema quando se usa o ilusionismo na política, promovendo irresponsabilidade fiscal, juros altos e aumento da dívida pública, além de negar conquistas importantes como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. Ele lamentou a escolha pela nostalgia em vez de construir o futuro, ressaltando que foi responsável por essas reformas entre 2016 e 2018.

O desfile da Acadêmicos de Niterói também gerou repercussões na oposição. Partidos e políticos anunciaram que irão recorrer à Justiça Eleitoral alegando uso indevido de recursos públicos para campanha antecipada durante o carnaval.

Em decisão recente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou pedidos para impedir o desfile, entendendo que a proibição antecipada caracterizaria censura prévia. Contudo, deixou claro que eventual infração pode ser punida posteriormente.

Especialistas divergem sobre o tema. Enquanto um professor da Fundação Getúlio Vargas avalia que não houve ilegalidade, um advogado eleitoral acredita que a propaganda antecipada foi configurada no samba-enredo, somando-se ao desfile, que pode resultar em multa.

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