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Tenente-coronel faz comentário polêmico sobre submissão feminina pouco antes da morte da esposa

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Alerta: o texto abaixo aborda temas delicados como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você ou alguém que conhece está passando por essa situação, ligue 180 para denunciar.

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, detido sob suspeita de feminicídio contra sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, expressava à companheira seu ideal de relacionamento como sendo um em que o homem é o provedor dominante e a mulher é submissa e obediente.

Por meio de mensagens, Geraldo Neto exigia mais atenção e afeto da esposa, ressaltando que ele suportava a maior parte das despesas do casal. Por outro lado, Gisele demonstrava interesse em encerrar a relação, contrariando a versão de Geraldo Neto, que afirmava que a separação partira dele. Segundo ele, Gisele teria cometido suicídio após uma discussão em que avisou sobre o desejo de romper.

A defesa de Geraldo Neto alega que detalhes da vida privada do tenente-coronel estão sendo divulgados fora de contexto, atingindo sua honra e dignidade. Em nota, afirmam que usarão meios jurídicos para contestar essas informações.

As conversas foram anexadas à denúncia feita pelo Ministério Público em São Paulo, que aceitou a denúncia, tornou Geraldo Neto réu e decretou sua prisão preventiva. Ele também foi preso anteriormente por decisão da Justiça Militar em investigação interna.

A defesa manifestou surpresa com as prisões simultâneas na Justiça Militar e comum, ressaltando a colaboração de Geraldo Neto com as investigações e destacando que ele forneceu seu endereço para cumprimento do mandado.

De acordo com o Ministério Público, os diálogos indicam um relacionamento conturbado, marcado por violência, e deixam claro que a separação partiu de Gisele. Um trecho de uma conversa dias antes da morte mostra Geraldo falando sobre seus investimentos financeiros no lar e cobrando amor, carinho e atenção, aos quais Gisele responde que dinheiro não é o único aspecto importante na relação e manifesta vontade de terminar.

As mensagens expostas revelam um comportamento autoritário, manipulador e machista de Geraldo Neto, que classificava o relacionamento ideal como “marido provedor e esposa submissa”, conceito reiterado dias antes do crime.

A denúncia apresenta que durante uma discussão em 18 de fevereiro no apartamento do casal em São Paulo, Geraldo teria segurado a esposa e disparado contra sua têmpora, além de tentar simular um suicídio. A promotoria indica provas concretas, como laudo que descarta suicídio e evidências no local e nas roupas do acusado.

Segundo o Ministério Público, Geraldo Neto adulterou a cena do crime e demorou mais de 20 minutos para chamar socorro. Imagens de câmeras de segurança mostram contradições em suas ações e tentativas de alterar a narrativa dos fatos.

O histórico do policial militar também inclui episódios anteriores de violência contra mulheres, reforçando a gravidade da acusação.

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