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Tensão cresce entre Irã e Estados Unidos no Oriente Médio

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O aumento das ameaças entre os Estados Unidos e o Irã elevou a tensão na região do Oriente Médio, podendo influenciar o valor do petróleo no mercado global e impactar outros países vizinhos.

A Casa Branca enviou para a região o porta-aviões Abraham Lincoln, uma das maiores embarcações militares americanas, e advertiu que poderá executar ataques mais severos do que os de junho de 2025 caso Teerã não aceite negociar um acordo para não desenvolver armas nucleares.

No ano anterior, forças americanas e israelenses realizaram ataques a alvos militares e nucleares no Irã, e o país respondeu com o lançamento de mísseis contra Israel.

Em redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou que “o tempo está acabando”.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que não procurou negociações nem manteve contato com o enviado especial americano Steve Witkof.

Estreito de Ormuz

Autoridades iranianas anunciaram exercícios militares no Estreito de Ormuz, principal rota de circulação de cerca de 20% do petróleo mundial. O possível bloqueio do estreito é uma das maiores preocupações econômicas devido à escalada do conflito. O Irã possui a terceira maior reserva mundial de petróleo e é o quinto maior produtor. Outros países do Golfo, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait, também fazem parte da Opep.

Especialistas consultados pela Reuters apontam que a tensão já elevou o preço do barril em até quatro dólares.

Protestos no Irã

Desde o início de 2026, protestos contra o regime teocrático iraniano aumentaram, com confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança, resultando em milhares de mortos e dezenas de milhares de presos. O governo do Irã atribui parte dos protestos a interferências externas e classificou muitos manifestantes como terroristas.

Os protestos também expressam descontentamento com o alto custo de vida, agravado pelas sanções econômicas impostas pelos EUA e seus aliados.

O governo iraniano respondeu com repressão rigorosa, incluindo o bloqueio da internet.

Fontes indicam que Donald Trump avalia ataques estratégicos contra as forças de segurança do Irã para incentivar a derrubada do regime, que por sua vez ameaça atacar bases americanas em países vizinhos, como Catar e Barein.

A repressão desencadeou reações internacionais, com sanções europeias recentes contra autoridades iranianas e a classificação da Guarda Revolucionária Iraniana como organização terrorista pela União Europeia.

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, declarou que “quem age como terrorista deve ser tratado como terrorista” e criticou o regime por matar milhares de seus próprios cidadãos, afirmando que isso leva à própria queda do governo.

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