Economia
Tesouro aprova venda de créditos do BRB com garantia da União
O Tesouro Nacional autorizou o BRB a vender carteiras de empréstimos garantidos pela União. Com essa operação, o Banco de Brasília busca captar recursos para fortalecer sua liquidez no curto prazo, uma necessidade crucial desde que a nova gestão assumiu o banco após a investigação da operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo o Banco Master.
A carteira de créditos a ser vendida está avaliada em cerca de R$ 970 milhões, com valor presente estimado em R$ 730 milhões.
A decisão do Tesouro foi divulgada inicialmente pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Globo, notícia que o próprio banco público confirmou posteriormente.
Além disso, o BRB enfrenta desafios para resolver questões de capital vinculadas a possíveis perdas dos ativos recebidos do Master, decorrentes de carteiras de crédito fraudulentas no valor de R$ 12,2 bilhões. A atual gestão, liderada por Nelson de Souza, tenta negociar esses ativos no mercado, embora haja incertezas quanto à sua qualidade.
Essa iniciativa é parte do plano de recuperação financeira do banco, entregue ao Banco Central, que inclui também a tentativa de obter financiamento pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), empréstimos de um consórcio bancário e a criação de um fundo imobiliário com garantias de ativos do governo local.
O objetivo é levantar pelo menos R$ 5 bilhões, valor que o Banco Central estima ser o possível prejuízo relacionado aos ativos transferidos pelo Master, conforme informou o diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino. O banco deve apresentar seu balanço referente a 2025 até 31 de março, definindo então o montante a ser provisionado para cobrir eventuais perdas.
Até o momento, o BRB descartou a possibilidade de aporte financeiro direto do controlador, que é o governo do Distrito Federal. A alternativa mais viável no momento parece ser uma linha de crédito oferecida pelo Fundo Garantidor de Créditos, com condições mais favoráveis, embora nos bastidores exista a expectativa de que um reforço de capital possa ser necessário para compensar os impactos das operações relacionadas ao Master.

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